Desempregados e assunto arrumado!(?)
2008 Janeiro 9
Passado este tempo… como estarão os trabalhadores da Unicer que foram atirados para o desemprego? Que acções ou oportunidades lhes foram apresentadas pelo Centro de Emprego de Loulé e pela Câmara Municipal?

Espero que apareçam por aqui e deixem os vossos depoimentos que, entretanto o “seBASTIÃO” vai inquirir essas entidades sobre este mesmo assunto. Será um modo de quebrar o silêncio do esquecimento sobre o vosso trágico final de 2007!





Almeida,
Não querendo fazer grandes comentários a esta situação, porque não tenho toda a informação. Julgo no entanto que
iremos ter algumas surpresas no futuro. Parece que a valência industrial do espaço ocupado pela fábrica de cervejas, poderá ser convertido para
outras finalidades. Imaginemos hipoteticamente que “aparece” um PIN – Projecto Interesse Nacional – o que facilita desde logo abrir excepções para permitir construção em território classificado para outros fins que não tão só industrial. A ser verdade, importa reflectir muito profundamente sobre tudo isto. Creio que do muito do que foi dito nestes últimos meses, não terá sido o suficiente para acreditar-se piamente nas palavras do edil louletano quando afirma que enquanto ele for presidente, os terrenos da fabrica não terão outro fim que não o industrial. Acredito na vontade mas desconfio na certeza, não só porque os terrenos são privados mas também porque se conhecem PINS na Rede Natura 2000 em Portugal. A Rede Natura 2000 é um conjunto de áreas com estatuto de protecção que todos os países da União Europeia definiram e que constitui um dos mais importantes mecanismos de conservação da natureza na Europa.
Esperemos que não passem de boatos infundados, e que tal não seja possível, senão seria o descrédito completo nas instituições do estado, que existem para servirem o cidadão.
Otelo
Sr. Otelo S Car(v)alho, provavelmente não saberá, mas os chamados PIN´s, em fase alguma dependem da autarquia, trata-se de projectos apresentados e aprovados a nivel governamental, ás autarquias apenas lhes é dado conhecimento da decisão…! Penso que era importante esclarecer este ponto, não discordando totalmente do que escreveu!
Hehehe;
Agradeço o oportuno reparo. De facto, tem razão no que escreve. Dai a minha observação: “Acredito na vontade mas desconfio na certeza… ”, a propósito das declarações do presidente da CML quando afirma que enquanto for responsável, não permitirá outra classificação que não a industrial nos terrenos da fábrica de cerveja, claro que ele se referia aos instrumentos legais que estão sob a sua alçada e responsabilidade – o PDM em concreto. Sucede que tal como disse, na hipotética possibilidade de um ou vários promotores candidatarem-se a um PIN que contenha aquela área, poderá ser objecto de análise excepcional com outros pressupostos que não os consagrados no PDM de Loulé e PROT Algarve. Não acredito que qualquer governo nacional, deixe de consultar várias entidades – onde obviamente incluo as autarquias – no sentido de perceber a sua opinião sobre qualquer eventual candidatura. Será nessa altura que a autarquia deverá fazer valer a sua opinião e explicar os seus motivos, desta vez com convicção e consonante com a vontade e decisão aprovada em sede de câmara, ao contrário do que fez aquando do infeliz episódio na concertação do PROT Algarve, saiu de Loulé mandatado para manifestar-se contra, voltou como sendo dos poucos presidentes que opinou favoravelmente. Palavras para quê?
Em suma, novamente refiro que desejo que tudo isto seja somente 1 boato infundado, caso contrário assumiria contornos gravíssimos de especulação imobiliária concertada com terceiros. Mas isso já é especular, convém manter a confiança nas pessoas e instituições, até prova em contrário, que esperemos que não aconteça.
Sobre a actual condição laboral dos trabalhadores da UNICER, é fruto das políticas neo-liberais em voga desde a governação de cavaco silva e mantida ao longo destes anos. É um direito das empresas, poder ter livre decisão sobre a forma de gestão que entende fazer sobre a sua estratégia. Julgo que foi uma opção errada, os números assim o demonstraram, mas não ilegal. Só nos resta dar o apoio e conforto necessário aos trabalhadores e suas famílias, afectados por esta decisão.
Otelo
Almeida,
Eles foram para o desemprego directamente ou foi-lhes dada a hipótese de continuarem a trabalhar na fabrica da UNICER em Leça do Balio? Ou em alternativa serem indemnizados e seguirem a sua vida?
convem ter isso em atenção, tudo o resto que dizes, são preocupações correctas e justas.
Otelo; há verdade e justiça no que dizes!
Foi realmente apresentada essa alternativa
em para a zona Santarém. Mas, para famílias constituídas aqui… não é fácil!
Ah, caro Otelo. Boa tarde novamente! Então ir para Leça do Balio é uma proposta aceitável? Vossa excelência se tiver raízes identitárias cá por Loulé, familía e filhos e um salário médio de Portugal vai como para Leça do Balio? Pagar casa, arranjar escola para os filhos, emprego para a mulher? Ah Globalização, globalização…como tu precisas de regulação política!
Cumprimentos
macblog,
Boa noite para o amigo. Não me viu uma única vez referir que a ida para Leça do Balio era uma proposta aceitável, aliás, sou contra a desafectação ou, encerramentos de qualquer unidade industrial na nossa região, já temos tão poucas que se ainda perdermos outras, ficaremos mais empobrecidos na diversidade de oferta de produtos e emprego. Fiz apenas um reparo ao título do Post que o Almeida colocou que poderia levar a conclusões erradas. De resto pus em evidência eventuais situações que me fazem desconfiar da “boa vontade” de algumas pessoas e instituições, mas ai, só o futuro revelará a verdade, até lá os trabalhadores da UNICER é que vão pagando a factura, como acontece infelizmente no resto do pais em situações similares a esta.
Otelo.
Recuso o “choro sobre o leite derramado” e a vertência de “lágrimas de crocodilo”, recuso ainda as declarações de desconhecimento por parte dos autarcas de alto nível quanto às intenções empresariais. Os contactos institucionais fáceis quando se trata de licenciamentos ou processos burocráticos exigem reciprocidade. É obrigação de um executivo competente estar atento aos sinais da economia e manter contactos com os investidores/empresários da sua área territorial. É postura recomendável possuir planos de estratégia e de captação de investimentos que criem emprego e contribuam para o equilíbrio sectorial no seu concelho. Seria de resto impensável que a sua visão de desenvolvimento residisse, apenas, no acto de licenciamento de construções que lhe são propostas e na ausência de visão sustentável do território. Ao atrair e acarinhar investimentos deve o executivo saber bem porque o faz…!
Eu acho que se governa casuisticamente em “navegação à vista” sem rumo definido, razão pela qual, foram de verdade, apanhados de surpresa. Mas há quem, dentro, soubesse e tivesse especulado pensando no (próprio) futuro… de outro modo não se compreendem as transacções recentemente realizadas nas redondezas da Unicer. Assim, haver PIN ou não vai depender das áreas que se possam vir a agregar e da influência que se possa gerar. Discordo da imposição governamental sem possibilidade de obstáculo local, embora não seja líquido que neste caso tal obstáculo se esboçasse. Temo que este desfecho fosse há muito conhecido e tenha dado tempo para as tomadas de posição estratégicas.
Lastimo a falta de oportunidades para os desempregados da Unicer e desconheço se as equipas de apoio prometidas pelo Governo já intervieram e o seu resultado, pois como é natural, será necessária a reconversão da força de trabalho e a sua valorização por forma a aumentar a respectiva empregabilidade. A própria autarquia devia ter assegurado a admissão de uma percentágem dos trabalhadores mesmo que a vínculo precário, tendo em conta os presentes condicionalismos de admissão seria aceitável a adopção de excepções. É urgente decidir antes do “consumo” das indeminizações!
Lamento se não fui bem entendido no post, mas eram estas questões que pretendia expressar e afirmei que estou a investigar. Aguardo o vosso valorizador contributo sobre o tema por enriquecer a minha informação!
Caro Almeida, existe um Programa que se chama Novas Oportunidades e que é um dos grandes amores do Primeiro Ministro de Portugal que pode ser uma solução temporária e há falta de melhor para estes trabalhadores. Os cursos EFA para população em risco de exclusão social, como sabe são cursos de dupla certificação (escolar e profissional) e já existem estes modelos até ao 12ºano. As pessoas em situação de desemprego recebem uma bolsa equivalente ao salário minímo, mais subsídio de alimentação, transporte e acolhimento (para quem tem filhos menores em instituições como creches, infantários, etc)e pretende-se requalificar as pessoas nas mais diversas áreas.
Eu pessoalmente sou um defensor deste tipo de modelo de formação e penso que este dispositivo de formação pode ser uma “solução” que ajudaria à reinserção destas pessoas no mercado de trabalho.
Acredito que o IEFP está a procurar resolver a situação das pessoas através dos diferentes programas de emprego e formação que possui. Como sabe o contexto de crise não é favorável.
Boas a Todos e um bom ano de 2008
E bom verificar que ainda está na memória o sucedido na Unicer.
Aproveito para informar que as equipas de apoio do Governo já intervieram (fomos informados de todos os passos a dar com respeito a situação de desemprego e que existiam formações), mais nada!
No meu caso somente me resta continuar a enviar Curriculum Vitae para as empresas na nossa zona (Algarve) e aguardar que a sorte me bata à porta, outros colegas meus tiveram que deixar o Concelho para trabalhar e existem outros que vão tentar a sorte noutro país visto o nosso estar na situação em que está.
Quanto ao Programa Novas Oportunidades ainda a Unicer não tinha encerrado as portas e eu já estava inscrito, situação em que ainda me encontro pois o processo está atrasado.
Aproveitando este tema e uma vez que o Blog dos senhores Vereadores do PS ainda se encontra em festejos natalícios, queria aqui deixar uma sugestão ao meu querido “seBastião”, sempre preocupado com os tormentos que assolam a sua freguesia e que não tem medo que o conheçam, podendo por isso tirar uns retratos, para que esta noite dispense por momentos as suas merecidas pantufas e faça uma visita nocturna à Casa da 1ª Infância de Loulé, junto às piscinas municipais, onde hoje se inicia a peregrinação anual, senão mesmo calvário, que os pais e as mães louletanas fazem, para assim se poderem candidatar a uma vaga para os seus filhos.
Um assunto que merece todo o destaque pela vergonha e insulto que o alheamento do Estado em matéria de segurança social dedica aos seus cidadãos, aqui como na generalidade do País.
O lamentável retrato deverá manter-se ininterruptamente até à próxima segunda-feira, dia de abertura das inscrições.
Cumprimentos.
Proponho ao professor Almeida promova uma recolha de assinaturas para fazer sentir aos políticos locais que este é um problema que tem que ser levado a sério na sua resolução!
Não se trata somente de ter acesso à educação de primeira infância. É uma questão de justiça social. As classes altas podem pagar sem problema infantários privados e até preferem. As classes médias apesar de com muito sacrificio pagarem valores à volta dos 250 euros, já faz mossa no orçamento. As classes populares muitas vezes resta-lhes as amas não certificadas ou alguém da família que “opta” por não trabalhar para poder dar apoio à familia na primeira infância.
Parece que o deputado Hugo Nunes antecipando-se à calamidade crítica que aí vem já pediu requerimento na Assembleia da república para fazer face a esta situação. Vamos ver se o problema se resolve com celeridade, pois esta é daquelas situações em que o Estado tem que fazer alguma coisa se quiser que nasçam mais crianças em Portugal.
Porque não nascem mais crianças em Portugal? Talvez o Abrunhosa saiba a resposta.
Eu sou pai e tive que ir colocar a minha filha em Benafim (Ida e Volta são +- 45km) pois não estive para me armar em peregrino.
Se os infantários escasseiam imagine-se os €€€€ no bolso com tal desfalque (combustível + infantário = +- 350€ mês).
Mais filhos, julgo não ser possível pois a gastar desta forma não há ordenado que chegue principalmente desempregado, e só com um vencimento em casa.
Este ano vai ser igual visto que para a “sala dos 2 anos” só existirem normalmente 1 a 2 vagas, e é pena existirem pais que tiveram a sorte de conseguir colocar os filhos na CASA DA PRIMEIRA INFÂNCIA e esses filhos ainda não conhecerem essa dita casa como acontece com uma que mora à minha frente.
Pergunto se não existe uma ASAE para fiscalizar estas situações.
Este não e local mais correcto para colocar este comentário mas já que tocaram no assunto aproveito.
(Emprego Procura-se)
Oh Macgiver; a situação do cervejeiro desempregado é, ainda, mais negra do que julguei. O amigo tem direito a uma ajuda, nesse caso particular, pois trata-se de um encargo elevado para quem vive do subsídio de desemprego!
Boas
Parece que os terrenos da Unicer já têm novo dono.
É mais um gigante do poder económico do nosso país SONAE, resta agora saber o que ali vai nascer.
mcgiver;
Acha uma isso uma novidade? Bolas, não estiveram os trabalhadores da unicer na mesma mesa ao jantar quando a negociata foi feita! Acredita a vossa sorte poderia ter sido outra?
Força, não desistam!
infelizmente isto vai voltar a suceder, eu trabalhei lá e digo-vos que o objectivo é mesmo externalizar praticamente todos os sectores.
Meren não será esquecido! Um dia vai pagar o que fez.