A geração Y… vamos falar dela!

2008 Maio 28

Partindo da ideia lançada por este blog amigo (http://desculpeqqc.blogspot.com/) entendi convidar-vos para uma discussão franca sobre a Juventude que estamos a produzir…

Com toda a abertura de espírito e sem me focalizar excessivamente na realidade local irei dando as minhas opiniões na área de comentários à medida que forem surgindo contributos para a discussão daquilo que será o Futuro.

Agradeço desde já os vossos valiosos contributos!

13 Responses leave one →
  1. 2008 Maio 28
    Anónimo permalink

    NAO TEM A VER COM ESTE ASSUNTO… MAS CÁ VAI!

    ACHO QUE TODOS ESTAVAMOS Á ESPERA… FOI HOJE CERCA DO MEIO DIA!
    A REDE QUE PROTEGE A VALA ABERTA PARA POR OS CONTENTORES ENTERRADOS JUNTO AO TRIBUNAL CAIU NO PRECISO MOMMENTO QUE PASSAVA UM CARRO… FOI SÓ PARA DAR A NOTICIA!

  2. 2008 Maio 28

    Fez bem caro Anónimo! Darei nota do facto ao Serviço responsável pela Obra… isso confirma uma hipótese por mim colocada há semanas atrás!

  3. 2008 Maio 28

    Olá.

    Desculpa Almeida mas também não tem nada com o teu post que comentarei logo que a disponibilidade o permita.

    Aproveitando a “dica” do comentador inicial, sugeria que levasses a máquina dos retratos para a vedação mas sobretudo para registares a “coloração” que os autarcas estão a dar aos varandins do tal de “camiseiro”, ali mesmo ao lado.

    É que passei por lá esta tarde e até fiquei com os olhos em bico.

    Vai lá ver…vai…vai…

    Cumprimentos.

  4. 2008 Maio 28
    Joao Martins permalink

    Duas notas para a discussão: Talvez seja mais correcto falar de juventudes e não de juventude…o que têm de comum um jovem nascido no bairro da Cova da Moura e que trabalha como servente de pedreiro na construção civil e um jovem nascido e criado num bairro de elite de Cascais que aos 18 anos nunca trabalhou e teve acesso directo à melhor universidade portuguesa? Muitas juventudes e muitas formas de ser jovem…é bom não pensar numa juventude homognea…segunda nota, não somos nós só que produzimos a juventude…ela também se produz a si própria…e que influência têm os jovens uns sobre os outros hoje em dia…
    Eu faria ainda outra pergunta: Que adultos são estes hoje que contribuem para a juventude de amanhã…não ia ser boa coisa esta reflexão…abraço…e parabéns por tentar estimular a reflexão sobre estas coisas…aí está uma coisa que os políticos deviam fazer…escutar os jovens.

  5. 2008 Maio 28

    É difícil não dar razão ao João Martins.
    Mas apesar das diferentes atenuantes que nos são servidas no seu comentário, resta-nos apenas um facto:
    Eu vejo diariamente muitos ‘Y’ por aí, tanto da Cova da Moura como de Cascais.
    Mas tal como a letra Y tem diferentes pronuncias, também nem todos os ‘Y’ que para aí vejo vão prejudicar a sociedade de todos nós. Mas alguns vão e sei muito bem apontar para quais.

  6. 2008 Maio 28

    Pois LFM; é difícil não reconhecer as nuances que o João refere mas eu quero realçar factores identitários e cultura grupal do “tipo gang” que caracterizam muito fortemente a Geração Y… Os comportamentos tipificados com reflexo no vestuário, nos modos e na linguagem são tidos como condição de aceitação pelo grupo mais forte, logo o que garante segurança e amigos e protege do medo da solidão e da rejeição. Mais do que nos Bairros, é na Escola que a formação dos grupos se dá e engajamento condiciona fortemente a disponibilidade escolar de cada jovem sendo notória a reprodução de “tiques” e outro actos artificialmente utilizados para afectar o ritmo das aulas. Estes actos agressivos (falsamente inocentes) são transportados para as Ruas onde depois se encontram, já como gang, esses alunos reforçam as provas mútuas de confiança em exageradas e irresponsáveis demonstrações de coragem e fidelidade exibicionista. De regresso à Escola utilizam esse “código” e basta um “pequeno nada” para se dar “bronca da grossa” e ninguém viu, ninguém sabe, ninguém chiba!… fazendo valer um “código de valores” externo e diverso dos “Regulamentos Escolares”. “Bulling” é o nome dado ao exercício da exclusão, humilhação e represália sobre os não membros, os apenas não alinhados, os de étnia diferente ou os mais fracos… A “automutilação”, a crescer no País entre os jovens em idade escolar, pode ser consequência de desarranjos emocionais pela falta de afirmação pessoal ou resultado da rejeição pelo grupo ambicionado(?)…
    Fico por aqui, por agora! Mas já deixei tópicos suficientes para mostrar que a vida dos jovens não está fácil e isso pode não ser (apenas) consequência de factores sócio-económico-familiares… Este debate será duro e difícil mas devemos fazê-lo!

  7. 2008 Maio 28
    Joao Martins permalink

    Apenas chamei a atenção para a importância de não meter tudo no mesmo saco… e se os factores socio-económicos certamente não explicam tudo… os elevadíssimos números do desemprego juvenil fazem com que muitos jovens percebam a escola como passaporte para lugar nenhum… e ela até é… obrigatória… que raio de chatice!… e ainda por cima para todos!…

  8. 2008 Maio 28
    Anónimo permalink

    Acabei de ler os comentários de LFM e Ssebastião.
    O Prof. conhece melhor que ninguém este problema.

    Eu acho que os nossos politicos locais não se preocupam com os jovens c/estes problemas.
    Não basta criar”EspaçosInternet”, “Concertos”, “Festivais” disto ou daquilo onde se gasta muito dinheiro…para mostrar grandeza?…
    Faz parte das competências da Autarquia, o ensino, a educação, o desporto a cultura, etc…
    O que tem sido feito nestas áreas para integrar os jovens?
    Era boa ideia pô-los a falar(como na semana passada, na RTP c/a Catarina F. na Cova da Moura).
    Gostava de saber se os politicos locais sabem o que se passa
    nesta terra? Ou será que estão ocupados com outras coisas de maior interesse deles?
    Quando o João Martins no comentário dele perguntava o que têm em comum um jovem nascido na Cova da Moura c/um nascido em Cascais, eu pergunto-me?
    Não tem nada ou tem alguma coisa?!
    Às vezes até podem ter muito?! ou nada?!
    Há um grupo de jovens (muitos) que se juntam num determinado sítio ( logo direi) que parecem ser filhos de pais ditos “normais”, pois vestem roupas de marca, usam telemóveis Top gama e fumam charros … com outros com tão mau aspecto, incluindo raparigas (14-15 anos).
    Que diferenças há entre eles?… À 1ª vista… só de aparência.
    E os Pais?!
    Onde estão? No trabalho? E aos fins de semana? Será que sabem e não ligam? Ou nem lhes passa pela cabeça?
    Neste ambiente partem garrafas, (pois também bebem), pintam
    as paredes dos prédios, jogam à bola batendo c/ a mesma pelas paredes, chegam a fazer barulho até as tantas da noite.
    Os moradores fazem o quê? Só lhes resta chamar as autoridades?…
    Só me resta assinar . ANONIMO

  9. 2008 Maio 28
    Joao Martins permalink

    É só para esclarecer que já fui jovem, já me embebedei quando era jovem, joguei muitas bolas contra as paredes das casas, fiz no largo da Matriz os maiores desafios de bola que a igreja católica já assistiu e sim, cheguei a fazer barulho às tantas da noite. Ah…e fiu algumas vezes para a rua da sala de aula durante o meu percurso escolar… Parece-me que era muito importante escutar os jovens e continuo a dizer que diferentes contextos sociais têm uma influência decisiva no estilo de vida de cada jovem…também era importante por de lado os nossos estereótipos e ideias feitas sobre os jovens pois facilmente caímos em generalizações abusivas…sobretudo não me parece bom partir para a discussão com uma ideia negativa dos jovens…é difícil, eu sei…todas as gerações, desde há séculos acharam sempre que a sua é melhor que as anteriores…o que se percebe…é uma forma de nos valorizarmos a nós próprios…desculpem a provocação. Os jovens têm maior sensibilidade ambiental que os mais velhos. Os jovens sabem muito mais das novas tecnologias que os mais velhos, os jovens sabem mais de uma data de coisas que as gerações anteriores, os jovens têm hábitos de saúde e higiene muito mais saudáveis que as gerações anteriores, os jovens lêm muito mais que as gerações anteriores, os jovens são muito mais escolarizados que as gerações anteriores, os jovens não bebem bagaço ao pequeno almoço, os jovens são mais criativos que as gerações anteriores e a lista prosseguiria por aí fora…podiamos partir daqui para depois discutir os problemas dos jovens…que também os têm claro…alguns deles originados pelos mais velhos e pela sociedade que estes construiram…

  10. 2008 Maio 29

    Pois é a Juventude tem tudo isso de melhor que o João diz… podera é consequência do Ensino e das Políticas Sociais!
    Mas será que existem instâncias dedicadas ao estudo das Oportunidades, da Criação de Emprego, do Desenvolvimento do Empreendedorismo, … da Investigação e Criatividade, da Igualdade no Trabalho e na Remuneração?
    Que existe em Loulé pensado para acompanhar a Juventude e dar resposta a sua ânsia de convívio e partilha?
    Será que existe uma Divisão ou Serviço de Juventude?

  11. 2008 Maio 30
    Carlos permalink

    Não estou muito preocupado com o estado da juventude actual. Não estou preocupado porque sei que a grande maioria está melhor preparada para o futuro que a minha geração alguma vez esteve.
    Estou totalmente confiante no futuro, porque o futuro estará bem entregue na mão dos actuas jovens.
    Estou muito mais preocupado com os menos jovens, com o seu comportamento de intolerância face aos mais jovens e principalmente por terem grande dificuldade em acompanhá-los.
    Eu lido diariamente com jovens, tento (com alguma dificuldade) acompanhá-los, sei que é difícil mas mesmo assim tento, acompanhá-los quer no desporto, quer nas actividades extra curriculares, quer nas brincadeiras, nos jogos virtuais, etc. Por tal facto sei que a maioria não os acompanha, não os compreende e têm até alguma aversão às suas actividades e comportamentos.
    Digo-vos: – Não se preocupem nem com os jovens, nem com o futuro. Os jovens sabem o que querem e o futuro está bem entregue nas suas mãos.
    Carlos

  12. 2008 Maio 30

    Concordo com o Carlos e estou-lhe grato pelo depoimento sincero. Também penso que o Futuro será melhor que o Presente, mais competitivo ainda… Tarda-se em dar oportunidades e responsabilidades aos Jovens. Sendo o emprego durante muito anos precário, estes, adiam as constituição de família e outras decisões decisivas para uma sociedade justa e socialmente organizada! Assim, somos um País de velhos com ideias e Políticas velhas!
    Mas o tópico referia uma parcela excluída ou auto-excluída: a “Y” que por ser residual e afastada da incersão social pode ser um grande problema futuro…

  13. 2008 Maio 31
    liliana permalink

    Li tudo o que por aqui foi escrito … concordo e discordo … natural!
    As pessoas continuam a menosprezar um dos maiores males deste século … não chamam a coisa pelo nome … DROGAS / ADIÇÔES e mais bla, bla, bla … apesar dos pesares, não sabemos lidar com o problema … por muito esclarecimento que tenhamos. Continua a ser tabú para muita gente … e lá está … só acontece aos outros! Considero-me uma optimista mas realista … bem diferente de pessimista … que é o que as pessoas logo pensam … portanto, depois da guerra do ultramar, temos uma guerra sem batalhas vencidas! … falou-se aí na geração do charro … ?! charros já os da minha geração fumavam e conheço muitos que continuam a fazê-lo, com vidas perfeitamente “normais” … mas esta geração é muito mais que do charro … é a geração da heroína e da cocaína e atualmente mais extasy e alcool … mas aqui fala-se de moda Y :) e as modas passam … hoje é y amanhã jardineiras … como no meu tempo foi a moda dos Beatles … franjas … sapatos tudo imitávamos (eu plo menos lembro-me de o ter feito ) … a malta paga bem caro umas jeans esfarrapadas, rasgadas sei lá … e nem por isso é mendiga … lá tou eu a afastar-me do tópico … O que eu sei, é que cada caso é um caso, e há gente que desenvolve certas carateristicas e propensão a certas adições, quer queiramos ou não … como se explica então que tendo dois filhos, um exemplo, criados da mesma maneira, um entre nas drogas e outro não? … um pensa que experimenta e é tudo … não fica dependente (engano puro) … e outro nem experimenta e afasta-se das companhias? … claro! não é dificil entender que falo com conhecimento de causa … infelizmente … de que serviu um bom colégio, acompanhamento familiar diário, bons livros, boa música, desporto … informação constante já na altura, porque tinha amigos e conhecidos com o problema? etc… etc… e eis que assisto toda a semana, da janela das traseiras à malta enrrolando o cigarrinho e dividindo as passas … elas e eles … nos intervalos das aulas …
    Se calhar não era isto que eu queria dizer … já está …

Leave a Reply

Note: You can use basic XHTML in your comments. Your email address will never be published.

Subscrever o feed deste comentário por RSS