100 anos do Mercado (Costa Campos)

Foi assinalado o Centenário do Mercado Municipal de Loulé, no passado dia 27… Homenageando os rurais vendedores!
Justíssima comemoração de uma obra de coragem e de elevado valor arquitectónico que exigiu, há época, uma determinação que hoje seria impensável se considerarmos que para a sua construção foram demolidas dezenas de habitações e derrubada parte da Muralha Islâmica de Loulé!
Leite de Vasconcelos realizou, devemos estar felizes por isso, os trabalhos arqueológicos da zona de intervenção que permitiram que saibamos da existência de estruturas habitacionais islâmicas e resgatou interessante espólio de artefactos desse período. Uma pequeníssima parcela desse espólio encontra-se exposto no Mercado para que acreditemos e avaliemos.
Mas, faltou o essencial: Reconhecer os méritos do autor de tão interessante projecto!
Alfredo Costa Campos, que durante anos teve a sua obra atribuída a outro, encontra uma parcial justiça na reposição integral daquilo que projectou e que dificuldades financeiras da Câmara não permitiram que na época se construisse: Os quatro torreões!
Foi prometida a justa homenagem a este Arquitecto Lisboeta cuja inventiva visão, respeito cultural e domínio de escala pode conceber algo que perdurará e marcará Loulé, por muitos mais séculos, de entre os sítios com Mercados a conhecer e admirar… porque, ao contrário de muitas terras, é o espaço mais aprazível e apetecível de visitar na Cidade!
Reconheço que a investigação que fiz sobre este notável arquitecto não foi muito proveitosa e não obtive ajuda da Ordem profissional, mas estou de limpo de consciência por ter aqui reposto justiça na autoria da obra: http://sebastiao.blogs.sapo.pt/12370.html
Lamento que a Autarquia, com muito mais meios, também não tenha conseguido reunir material para lhe prestar o Justo Tributo nesta efeméride!





Bela junção de fotos do mercado e texto interessante. Como louletano gosto do que li de você, que aqui não nasceu, mas está sempre em defesa da nossa terra. Jojo
Também sou dos que gostam do edifício em questão mas detesto a falta de seriedade quando quase não se fala sobre o arquitecto que a idealizou há cerca de 100 anos. O seu a seu dono. Raul
Afinal há quantos anos anda esta praça a ser festejada ? Há uns dois anos lembro-me de ter havido na rua da Praça festança foguetes, tambores. Tudo para comemorar a obra. Agora voltam novamente a festejar. Mas este dinheiro vem de onde ? Nunca vi gastar tanto dinheiro como aqui. Todos os dias se arranjam motivos para festejar já nem sei o quê. Afinal a crise é só para uns tantos. Leça
E o busto do arquitecto que idealizou o que tanto se comemora ? Nem uma simples foto do homem ? Qualquer dia ainda põem a foto do presidente da edilidade como grande mentor do Mercado. Já só falta isso. Gomes
Eu não consigo perceber ainda porque o mercado à semana está sempre quase vazio. Se não fosse o sábado eu não sei o que seria daquilo. Façam festas e festinhas que a gente dá as notinhas $$$$$$$$$$$$. Horta
Caro SSebastião…por vezes esquecem-se os grandes obreiros e elogiamos a mediocridade. Todos os Louletanos deviam sentir-se orgulhosos por terem um mercado como esse. O que me trás aqui, (o que me fez perder um bocadinho o sono) é a figura da senhora vendedeira. Já a tinha visto, ainda esboço no jornal a Voz de Loulé… mas, como um esboço não é arte final, esperei para ver, e os meus receios concretizaram-se para pior. Cada um tem a sua sensibilidade, e a minha diz, que a Sra. está numa atitude de quem está contrariada, de mão na cara pensativa, (se calhar está a pensar na crise)e para completar a “obra”… retiraram-lhe a cadeira típica da região sentando-a em cima do muro. Não é isso que vejo quando vou ao sábado ao mercado! Vejo vida, vejo gestos, vejo alegria nos seus pregões, vejo-as sentadas em tudo quanto é sítio menos em cima de muros!! A não ser que, (no futuro) construam um muro em volta da praça para que os vendedores sentados, se sintam mais confortáveis. Não seria mais correcto a Sra. de braço estendido, (meio curvado) com o produto da sua venda na mão, com ar de pregoeira (para quem passa)… oh freguesa, não vai nada hoje?… e sentadinha na sua cadeira típica? É apenas um reparo! Não há em Loulé artistas com outra visão e sensibilidade? Cumprimentos.
A vendedeira mais parece um funcionário publico a quem o Sr Sócrates tirou a reformazinha por inteiro aos 50 e poucos anos.
Amigo Cunha, o Socas tirou a reformazinha aos cinquentas a muitos para outros muitos daqui a uns anitos terem direito a uma reformazinha. Que custa. Custa a gente sabe. Quanto à triste figurinha sentadinha no muro ainda não lhe olhei de perto. Mas vou lá ver olhos nos olhos. OU é daquelas coisas modernas sem olhos ? Já agora devia ser dito quem é o autor da dita estatueta. MITÁ
Então a dita mulherzinha na vendeu nada modo os supermercados à volta de Loulé, É já um cerco . Quando vier o da Campina a gente, comerciantes é melhor fazer as malas e ir de viagem para a Manta Rota. Pelo menos sempre nos agasalhamos. FDausto
Mitá; embora não fosse esse o assunto central do tópico, respondo à sua pergunta:
A escultura é da autoria de Teresa Paulino, a mesma que executou a instalação de figuras “olhando aviões” na Rotunda do Aeroporto de Faro.
Coitadinho do Socrates…esse novo Robin dos Bosques…tira a reforma ás velhinhas para que muitos anos daqui a uns anos tenham a sua reformazinha…escolheu bem a quem tirar…o que já é seu hábiot claro…eu sei…eu sei…nada tem que ver com o post…mas a culpa não foi minha…a velhinha tinha que ser triste não é…é assim que olhamos para os pobres…abracinhos…