As Cores do “Camiseiro”

2008 Julho 2

De volta ao Centro Social Autárquico, aqui baptizado de “Camiseiro”, agora que este dá sinais de entrar em obras de acabamento e porque tratamos com seriedade e carinho todos os casos em nos envolvemos…

Queremos opinar sobre o seu visual!

É verdade que foi ponderado, pelo seu autor, o comportamento dos volumes do edifício face à insolação. Esse comportamento permite reduzir o impacte visual e criar uma aparência de maior leveza… logo menor agressão!

Esta obra já se viu alterada nas suas proporções (por força das alterações de cércea que o tipo de ocupação exigiu) está agora em vias de ver produzida, por intervenção dos políticos, mais uma adulteração que, a ser cumprida, produzirá um monstro: Querem-no totalmente pintado de branco!!!

São quatro as ideias que defendemos (valem o que valem), e podendo ser úteis, aqui as deixamos:

- Um arquitecto camarário não é menos autor que os outros!

- O dono da obra não deve desvirtuar a ideia do autor da mesma!

- Há demasiado branco, nos edifícios algarvios, ignorando a insolação!

- Basta de maus exemplos a marcar este edifício!

5 Respostas leave one →
  1. 2008 Julho 7

    por mim podiam pintá-lo com as cores do LC (rosa choque e amarelo)
    Ficava ainda mais original!!!

  2. 2008 Julho 8

    Caro SSebastião. Parece que estamos perante mais uma aberração. O “camiseiro” nem branco, nem as cores que a foto mostra. Dentro os meus conhecimentos, o azul, (céu) é complementário do vermelho, juntas tornam-se “agressivas” à vista, no entanto, a intensidade do tom “vermelho” atenuado, (tirando o amarelo) daria mais harmonia ao “camiseiro”. Se calhar inspiraram-se no mercado, com a diferença deste estar muito mais harmonioso e não ferir a visão. Cumprimentos.

  3. 2008 Julho 8

    Caro anónimo, nota-se que sabe da arte!
    Este tema é interessante pois, no presente instante, os políticos querem intervir na obra e não sabem que caminho tomar… “azul celeste” poderia ser uma via para fazer desaparecer a visão da “coisa”…
    Como ela permanecerá e à visão de todos se imporá, justo será que demos o nosso contributo; o meu vai para o respeito pela ideia base do arquitecto apesar de não acreditar na estabilidade da cor vermelha sujeita à agressão solar… apenas por defesa dos direitos do autor e porque resultará um edifício mais pequeno do que se ficar branco.
    Respeito e aceito a sua tese do complementar mas penso que esse “corte abrupto” reduz a noção de altura e alonga o comprimento, isto em psicologia da cor, claro que é teórico mas eu acredito!

  4. 2008 Julho 9

    Caro SSebastião. Um pouco, um pouco. Apesar de tantos anos de profissão ainda ando a aprender. Não sou daqueles que tudo sabe quando nada sei, e tenho pena de um dia deixar este planeta sem realizar o sonho de menino. Também não quis deixar de concretizar um trabalho que irá enriquecer (penso) o património Louletano. Lembra-se da observação que lhe fiz sobre o Rei Afonso III? Já sabe quem é o anónimo? Voltando ao “camiseiro”, não vou opinar mais porque não estou a ver onde ele está inserido, no entanto, em minha modesta opinião, todo e qualquer edifício deve estar em harmonia com a paisagem e o meio ambiente que o rodeia, o contrário dará origem a mais um “mamarracho”. Cumprimentos.

  5. 2008 Julho 9

    Sim amigo anónimo! Sei, porque outro amigo comum me informou!
    Desejo grande exito no seu trabalho pois tudo ganharemos com o génio que possa imprimir no seu trabalho artístico.
    O “Camiseiro” está localizado paralelo à Biblioteca Municipal partilhando a “boca” da Rua Lateral a esta última e um pouco a cima do Tribunal. Uma das razões que me levam a recusar o branco absoluto é a visão superior ao edifício da Biblioteca poder confundir a observação desta (por ser-lhe muito superior em cércea).
    Você tem “pinta”!

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