Anónimos por causa das tosses… (?)
“Já em tempos tinha ouvido falar nesses azulejos e nas condições precárias, em que estavam armazenados. Ainda nas caixas de origem, sujeitos a tratos de polé, mudanças após mudanças, caixa que se rompe, azulejos que se partem. Património municipal. Tratado como lixo. Antevejo pelo comentário do Jorge Timóteo, a alegria que lhe deve ir na alma, por recordar um trabalho e uma obra perdida no tempo. Simultaneamente, a tristeza pela forma como a autarquia tratou uma obra de arte que é de todos nós e foi concebida para ser apreciada e não escondida como ainda está. Parabéns Almeida. Mais uma causa que abraçaste e que contará com o apoio solidário de todos os Louletanos amantes da preservação do nosso património.”
Comentário por Anónimo por causa das tosses
Mas, que tosse aflige assim tanto e tanta gente? E porque será que uma obra de arte religiosa e o seu destino podem provocar incómodo ao poder terreno a ponto de fazer recear quem tem opinião a expressar?
…
Entretanto, na base do Cerro, um “Circuito de Manutenção” é consumido pelo mato, podendo ser promotor de saúde e bem estar, permanece fechado aos cidadãos!






Agora que os azulejos voltam a ser falados no teu blog, já várias pessoas em conversa de ocasião indagaram desses tais azulejos que aqui foram discutidos e até mostrados em pormenor. Então não soube dizer-lhes mais do que sabia ou seja do que tinha lido aqui. E agora ? Passados estes meses qual é o ponto da situação ? Abraço Palma
Com tanto espaço museológico que agora há por aí porque não ficam os azulejos em exposição pelo menos para louletano ver ?
LEO
Você que é Professor diga-me que espécie de ser é aquele que se encontra fotografado na Louletania? Se conseguir analisar apenas pela foto já não é mau. Mas estou em polvorosa como se costuma dizer. Mica
Bom dia SSebastião. Exclamará o meu amigo…tão cedo? (É para o final deste mês!) Já tive ocasião de ver os ditos azulejos. Nos considerandos que li, é descrita como, (por alguns),obra de arte moderna, no entanto, atenção ao que é considerado arte moderna, e às pretensões de o ser. Não gosto de fazer reparos sem conhecimento de causa, e uma das coisas que me chamou a atenção, (entre outras), foi os homens do andor irem numa direcção, e o andor noutra… a não ser que o autor o tenha feito de propósito, se assim não foi, (mesmo falando em moderno) são erros de palmatória. Que me desculpe o Jorge Timóteo, mas é com os erros que a gente aprende. Uma vez um amigo disse: primeiro desenha-se muito bem, depois pinta-se muito mal…pode-se pintar em moderno, só que há uma diferença…o desenho está lá todo no sítio certo. Saudações amigas.
Cara Mica, todos acreditamos um pouco em Fadas, Duendes e outras criaturas próprias da imaginação infantil às quais atribuimos dons que gostariamos de possuir, é o mito de Frankenstein… assim, de cada vez que pensamos dar imagem a essas entidade que povoam os sonhos, colocamos partes muito significativas da nossa anatomia e elementos vulgares de outras. Neste exercício criativo ignoramos os cuidados que teria um biólogo (acordado), ignoramos o nicho trófico, o habitat e as interrelações do “ser criado” no contexto global e terreno.
É, portanto uma imagem bem produzida de um ser inexistente, por muito que gostassemos que ele existisse!
Interessante verificar que, nestes tempos dificeis, a poesia, a memória e o sonho não se apagam na Louletânia!
Gostei da sua explicação quanto ao tal ser que acha ser inexistente e ainda mais da frase… por muito que gostassemos que ele existisse. Muito bem. Fiquei esclarecida. Agora resta-me espera pelo resultado das investigações do Palma rsrs. Esta coisa dá pica !!!!!! rsrsrs. Abracinho Mica
Também achei interessante a resposta dada pelo Professor Almeida quanto ao serzinho tão simpático que a Louletania nos mostra. Todos nós que lemos histórias de duendes e fadas e aliás os Herry Potters de hoje são uma continuação desses tempos, e assim sendo todos tivemos algum encantamento com os seres que nos mostraram e que ainda nos mostram , agora nos filmes. Leo
Pois aquele ser… para mim, não se trata de duende, ondina, fada,etc… mas somente do nosso diabrete socretino.
Pode dar origem a mais uma edição do grande livro o “Segredo”!
Voltando ao tópico, com o devido respeito pela intromissão do duende socratino, aliás sempre presnte, cujo advento, no Forte Novo com a maré baixa, poderemos comentar na Louletania, não quero deixar de retomar o assunto deste post e responder ao amigo anónimo(já nosso conhecido e muito estimado).
Caro amigo; sendo verdadeira a divergência entre posição da Senhora e a dos homens que lhe carregam o andor, embora com a verificação real de que esta tem o corpo direccionado para a direita para apoiar o filho no ventre e, sobretudo na perna esquerda… (e isto já originaria uma divergência direccional do conjunto) à liberdade criativa deve ser fornecido o direito ao exagero, até porque é essa a via para vincar a afirmação ou o enfoque que o autor deseja.
Fazendo justiça (por vontade própria) ao Jorge Timóteo que desenha bem e tem autoexpressão e traço característico (quiça de uma época), mas seguido e identificável,não merece tão àspero julgamento até porque, não devemos esquecer, que o que foi aqui apresentado foram os desenhos prévios à pintura e, quem sabe? se não terá havido alterações nos aspecto que o amigo referiu.
Caro “SSebastião”, aqui para estes lados, está uma manhã de nevoeiro, e como eu não acredito que o D. Sebastião apareça para salvar a obra do J. Timóteo, temos que ser nós a tomar a iniciativa. Conte comigo, dentro as minhas limitadas possibilidades. Oh amigo Almeida… quem sou eu para criticar o trabalho dos outros?… apenas limitei-me a dar uma opinião no aspecto visual, daí, a minha observação, se, o J. Timóteo não o teria feito com um propósito, depois veio o resto. Sabe que quando a obra é grande,por vezes perdemo-nos sem querer, e quatro olhos vêem mais que dois. Vou dar-lhe um exemplo do que está a acontecer aqui na oficina. Os “cestos” são tantos, e tão diversos, que um amigo, (profissional em história “artesanal”), chama-me à atenção para certos pormenores que eu não estava a ver, possivelmente, por estar rodeado de tanta cestaria… daí a minha tese de que quatro olhos vêem mais que dois. Fui de novo ver o trabalho, assim como ler os comentários, coisa que não tinha feito. 21 anos à espera do quê? É caso para dizer “valha-nos N. S. da Piedade” Vai ser um bico de obra para inserir o trabalho devido às suas dimensões, nomeadamente o painel com 7 metros de altura, mas, não há nada que não se consiga, é preciso é vontade humana e mental. Compreendo a intenção do Timóteo… construiu um cenário dentro outro cenário, e a cenografia é para se ver de longe. Se calhar, vou levantar um “problema”. A ermida tem duas entradas, uma a pé, outra de carro e a pé, e ainda o cimo onde se encontra a capela. Que venha alguém com competência e que escolha, o que não se deve é encolher os ombros num desleixo incompreensível. Lamento amigo Almeida, que em pleno século XXI, ainda haja quem não veja para lá do que a vista alcança. Um resto de um bom dia e que seja (de preferência) sem nevoeiros.