Anónimos por causa das tosses… (?)

2008 Julho 18

Já em tempos tinha ouvido falar nesses azulejos e nas condições precárias, em que estavam armazenados. Ainda nas caixas de origem, sujeitos a tratos de polé, mudanças após mudanças, caixa que se rompe, azulejos que se partem. Património municipal. Tratado como lixo. Antevejo pelo comentário do Jorge Timóteo, a alegria que lhe deve ir na alma, por recordar um trabalho e uma obra perdida no tempo. Simultaneamente, a tristeza pela forma como a autarquia tratou uma obra de arte que é de todos nós e foi concebida para ser apreciada e não escondida como ainda está. Parabéns Almeida. Mais uma causa que abraçaste e que contará com o apoio solidário de todos os Louletanos amantes da preservação do nosso património.”

Comentário por Anónimo por causa das tosses

Mas, que tosse aflige assim tanto e tanta gente?  E porque será que uma obra de arte religiosa e o seu destino podem provocar incómodo ao poder terreno a ponto de fazer recear quem tem opinião a expressar?

Entretanto, na base do Cerro, um “Circuito de Manutenção” é consumido pelo mato, podendo ser promotor de saúde e bem estar, permanece fechado aos cidadãos!

10 Responses leave one →
  1. 2008 Julho 18
    Palma permalink

    Agora que os azulejos voltam a ser falados no teu blog, já várias pessoas em conversa de ocasião indagaram desses tais azulejos que aqui foram discutidos e até mostrados em pormenor. Então não soube dizer-lhes mais do que sabia ou seja do que tinha lido aqui. E agora ? Passados estes meses qual é o ponto da situação ? Abraço Palma

  2. 2008 Julho 19
    Leo permalink

    Com tanto espaço museológico que agora há por aí porque não ficam os azulejos em exposição pelo menos para louletano ver ?
    LEO

  3. 2008 Julho 19
    Mica permalink

    Você que é Professor diga-me que espécie de ser é aquele que se encontra fotografado na Louletania? Se conseguir analisar apenas pela foto já não é mau. Mas estou em polvorosa como se costuma dizer. Mica

  4. 2008 Julho 19
    anónimo permalink

    Bom dia SSebastião. Exclamará o meu amigo…tão cedo? (É para o final deste mês!) Já tive ocasião de ver os ditos azulejos. Nos considerandos que li, é descrita como, (por alguns),obra de arte moderna, no entanto, atenção ao que é considerado arte moderna, e às pretensões de o ser. Não gosto de fazer reparos sem conhecimento de causa, e uma das coisas que me chamou a atenção, (entre outras), foi os homens do andor irem numa direcção, e o andor noutra… a não ser que o autor o tenha feito de propósito, se assim não foi, (mesmo falando em moderno) são erros de palmatória. Que me desculpe o Jorge Timóteo, mas é com os erros que a gente aprende. Uma vez um amigo disse: primeiro desenha-se muito bem, depois pinta-se muito mal…pode-se pintar em moderno, só que há uma diferença…o desenho está lá todo no sítio certo. Saudações amigas.

  5. 2008 Julho 19

    Cara Mica, todos acreditamos um pouco em Fadas, Duendes e outras criaturas próprias da imaginação infantil às quais atribuimos dons que gostariamos de possuir, é o mito de Frankenstein… assim, de cada vez que pensamos dar imagem a essas entidade que povoam os sonhos, colocamos partes muito significativas da nossa anatomia e elementos vulgares de outras. Neste exercício criativo ignoramos os cuidados que teria um biólogo (acordado), ignoramos o nicho trófico, o habitat e as interrelações do “ser criado” no contexto global e terreno.
    É, portanto uma imagem bem produzida de um ser inexistente, por muito que gostassemos que ele existisse!
    Interessante verificar que, nestes tempos dificeis, a poesia, a memória e o sonho não se apagam na Louletânia!

  6. 2008 Julho 19
    Mica permalink

    Gostei da sua explicação quanto ao tal ser que acha ser inexistente e ainda mais da frase… por muito que gostassemos que ele existisse. Muito bem. Fiquei esclarecida. Agora resta-me espera pelo resultado das investigações do Palma rsrs. Esta coisa dá pica !!!!!! rsrsrs. Abracinho Mica

  7. 2008 Julho 19
    Leo permalink

    Também achei interessante a resposta dada pelo Professor Almeida quanto ao serzinho tão simpático que a Louletania nos mostra. Todos nós que lemos histórias de duendes e fadas e aliás os Herry Potters de hoje são uma continuação desses tempos, e assim sendo todos tivemos algum encantamento com os seres que nos mostraram e que ainda nos mostram , agora nos filmes. Leo

  8. 2008 Julho 19
    Norma permalink

    Pois aquele ser… para mim, não se trata de duende, ondina, fada,etc… mas somente do nosso diabrete socretino.
    Pode dar origem a mais uma edição do grande livro o “Segredo”!

  9. 2008 Julho 19

    Voltando ao tópico, com o devido respeito pela intromissão do duende socratino, aliás sempre presnte, cujo advento, no Forte Novo com a maré baixa, poderemos comentar na Louletania, não quero deixar de retomar o assunto deste post e responder ao amigo anónimo(já nosso conhecido e muito estimado).
    Caro amigo; sendo verdadeira a divergência entre posição da Senhora e a dos homens que lhe carregam o andor, embora com a verificação real de que esta tem o corpo direccionado para a direita para apoiar o filho no ventre e, sobretudo na perna esquerda… (e isto já originaria uma divergência direccional do conjunto) à liberdade criativa deve ser fornecido o direito ao exagero, até porque é essa a via para vincar a afirmação ou o enfoque que o autor deseja.
    Fazendo justiça (por vontade própria) ao Jorge Timóteo que desenha bem e tem autoexpressão e traço característico (quiça de uma época), mas seguido e identificável,não merece tão àspero julgamento até porque, não devemos esquecer, que o que foi aqui apresentado foram os desenhos prévios à pintura e, quem sabe? se não terá havido alterações nos aspecto que o amigo referiu.

  10. 2008 Julho 20
    anónimo permalink

    Caro “SSebastião”, aqui para estes lados, está uma manhã de nevoeiro, e como eu não acredito que o D. Sebastião apareça para salvar a obra do J. Timóteo, temos que ser nós a tomar a iniciativa. Conte comigo, dentro as minhas limitadas possibilidades. Oh amigo Almeida… quem sou eu para criticar o trabalho dos outros?… apenas limitei-me a dar uma opinião no aspecto visual, daí, a minha observação, se, o J. Timóteo não o teria feito com um propósito, depois veio o resto. Sabe que quando a obra é grande,por vezes perdemo-nos sem querer, e quatro olhos vêem mais que dois. Vou dar-lhe um exemplo do que está a acontecer aqui na oficina. Os “cestos” são tantos, e tão diversos, que um amigo, (profissional em história “artesanal”), chama-me à atenção para certos pormenores que eu não estava a ver, possivelmente, por estar rodeado de tanta cestaria… daí a minha tese de que quatro olhos vêem mais que dois. Fui de novo ver o trabalho, assim como ler os comentários, coisa que não tinha feito. 21 anos à espera do quê? É caso para dizer “valha-nos N. S. da Piedade” Vai ser um bico de obra para inserir o trabalho devido às suas dimensões, nomeadamente o painel com 7 metros de altura, mas, não há nada que não se consiga, é preciso é vontade humana e mental. Compreendo a intenção do Timóteo… construiu um cenário dentro outro cenário, e a cenografia é para se ver de longe. Se calhar, vou levantar um “problema”. A ermida tem duas entradas, uma a pé, outra de carro e a pé, e ainda o cimo onde se encontra a capela. Que venha alguém com competência e que escolha, o que não se deve é encolher os ombros num desleixo incompreensível. Lamento amigo Almeida, que em pleno século XXI, ainda haja quem não veja para lá do que a vista alcança. Um resto de um bom dia e que seja (de preferência) sem nevoeiros.

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