António (para sempre) Aleixo!

2009 Novembro 12

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Rodagem televisiva em 28 de Outubro. Foto:ssebastiao

Homenagens e divulgação de António Aleixo nunca serão demais. Não o serão se, indo além do relato de episódios caricatos relacionados com a dureza da vida do homem, se centrarem na sua obra, na profundidade da filosofia e no humanismo que encerra em si e lhe garante contemporanidade.

Duas quadras que julgamos serem inéditas (ou pouco conhecidas) e nos foram ditas por António Simões (Zorro) que as escutou da boca do poeta:


Um coelho barrocaleiro

Vale um dia de trabalho

Vendido por este dinheiro

É um negócio do (caralho)!

Não és alta, não és baixa

És a rainha das flores

És a caixa da graxa

De todos os engraxadores!


A primeira foi dita (no Calcinha) quando Aleixo vendia um coelho que caçara e a segunda na Oficina de Sapateiro do pai do nosso relator.

Esperemos então que o popular historiador José Hermano Saraiva se centre na vida e obra do Aleixo e não se perca em brilhantismos inúteis!

8 Respostas leave one →
  1. 2009 Novembro 12
    bruxinha voadora hiperligação permanente

    Homenagear o Poeta e homenagear o Homem que foi Aleixo, simples do Povo mas grande e bom aluno da escola da Vida! Viveu na miséria material mas tinha mais valor que muitos drs. Faz-nos falta Aleixo! Bem haja.

  2. 2009 Novembro 12

    A primeira quadra está grandiosa! Revela bem o estilo brejeiro tão característico de António Aleixo e tão apreciado pelas massas louletanas. Nada rende mais que o estilo corriqueiro rasando a falta de educação. Belo ainda é o facto de ser sempre os mesmos a enaltecer os mesmos. O Prof. Saraiva vem cá de tempos a tempos fazer um género de replay e os fãs “aleixianos” ficam todos felizes. Um fascista que até pagou o internamento hospitalar de Salazar. Mas enfim, a única “ditadura” criticável é mesmo a que existe em Loulé segundo as bocas mais malévolas. Aleixo tem sem dúvida méritos já que praticamente analfabeto tinha sapiência suficiente para fazer crítica em verso. Diga-se de passagem que muitos com cursos superiores não conseguem tal proeza, no entanto, não posso deixar de achar exagerado alcunha-lo de “Pessoa de Loulé” como li algures esta semana. Enfim, gostos são gostos. Ainda bem que os há diferentes. Carpe Noctem!

  3. 2009 Novembro 12

    Que forma estranha de homenagear o Poeta Aleixo com essas duas quadras!!! Confesso que não entendo!!!

  4. 2009 Novembro 12

    http://jumento.blogspot.com/ Nestes dias conturbafdos de escutas e de maledicência por maledicência vale a pena passar pelo blog que indiquei. Obrigado. Quanto ao Aleixo é um poeta popular que não se pode comparar com poetas muito letrados. Aleixo foi muito bom dentro do seu estilo e dos conhecimento que tinha embora haja quadras suas que muitos intelectuais gostariam de tê-las assinado.

  5. 2009 Novembro 13

    O Lágrima baralha e volta a dar. Fala de ditadura à louletana, fala de Salazar, fala de Aleixo fala afinal para ele próprio. Que raio de lágrima ao canto do olho que haveria de aparecer por aqui. Quanto às duas quadras apresentadas não são de modo nenhum ilustrativas da grande capacidade de poeta repentista que foi o Aleixo. Estão engraçadinhas nada mais!

  6. 2009 Novembro 13

    Os tempos vão modificando as coisas que passam de boca em boca. Eu acho que a quadra acima poderá talvez ser mais ou menos assim:

    Não és alta nem és baixa
    És a rainha das flores
    És a caixa da tal graxa
    De todos os engraxadores

  7. 2009 Novembro 13

    Falar de Aleixo com quem o conheceu e recolher o que na memória guardam dos momentos com ele passados foi a tarefa do “sebastião”. É bem verdade que a oralidade tem esse defeito da apropriação, por quem relata, daquilo que está relatando sendo frequente o recurso à facilitação dessa memorização havendo lugar a subtracção ou substituição de palavras podendo até resultar a subversão do conteúdo. Sabemos disso!
    A escolha destas quadras nem foi nossa, foi do relator… mas são simbólicas quantos às preocupações e ao círculo de amigos e conhecidos do poeta-caminhante que se diz Aleixo ter sido. Não pretendemos que fossem magistrais mas representativas daquilo que ainda “mora da cabeça” de pessoas de Loulé!

  8. 2009 Novembro 13

    Fico muito triste ao ler comentários em que nada dignifica o Poeta António Aleixo, Homem impar em Loulé. Pensamentos, mais diria desordens. Passada a sua geração de seus filhos e vindo a de seus netos que eu partilho, e bisnetos que conheco e continua a falar muito sobre ele o que me orgulha muito, não só a mim mas a muitos Louletanos. Escolheu Loulé como sua terra onde viveu até á sua morte. O Dr Saraiva veio a Loulé para o elogiar num pequeno e simples resumo de tv a simples vida do grande Poeta Algarvio. Peço a quem saiba que me informe o dia e hora do programa. Obrigado

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