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Grandemente Pequeno…


No dia de mais um Aniversário do vádio educado e romântico festeja este blogue a imortalidade e o génio do actor que soube dar dignidade aos humildes.

Muito encerra em si quem sofre, muito mais do que existe, nos muitos, que o sofrimento provocam!

Viva o “CHARLOT”!

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E… o Feriado de hoje?


Temos neste 8 de Dezembro um Feriado, exclusivamente, religioso, numa sociedade dita “laica”! Nada de grave, é um direito dos Cristãos, mas como o da semana passada, requer que se conheça o sentido efemérico e religioso… que macula a concepção e, apenas, reserva à mãe de Cristo o privilégio da excepção.

Reproduzimos o que publica a Câmara Municipal de Vila Viçosa no seu site

“A Igreja Católica celebra a 8 de Dezembro o dia da Imaculada Conceição de Maria Santíssima. É uma festa que se situa no início do ano litúrgico, Tempo do Advento, iluminando o caminho da Igreja rumo ao Natal do Senhor.Imaculada Conceição é um dos importantes títulos com que é venerada a Virgem Maria.O dogma Imaculada Conceição de Nossa Senhora foi proclamado pelo Papa Pio IX, em 1854, com a bula Ineffabilis Deus, resultado da devoção popular aliada a intervenções papais e infindáveis debates teológicos.Nos anos 700 esta celebração já existia no oriente. Em 1570, Pio V publicou o novo Ofício e em 1708 Clemente XI estendeu a festa, tornando-a obrigatória a toda a cristandade.Em Portugal, o culto foi oficializado por D. João IV, filho de D. Teodósio e D. Ana Velasco, primeiro rei da dinastia de Bragança. Sendo um dos nossos feriados nacionais, de extrema importância para Vila Viçosa, uma vez que é aqui que se encontra Nª. Sr.ª da Conceição.Foi também em Vila Viçosa que D. João IV, filho dedicado e obediente da Santa Igreja e devotíssimo da Virgem da Conceição, perante a imagem de Nossa Senhora da Conceição ofereceu Portugal à Mãe Imaculada de Jesus, depondo a coroa real aos pés da Rainha do Céu que, doravante, seria também a Rainha de Portugal. A que era somente Padroeira de Vila Viçosa passou a ser Padroeira de Portugal.Para além da coroação de Nossa Senhora da Conceição, D. João IV reconhecendo a protecção eficaz da Padroeira do Reino pela libertação do domínio francês, criou a ordem militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.Depois desse grande momento, os reis seus sucessores nunca mais puseram sobre a cabeça a coroa real.A grande peregrinação anual ao santuário de Vila Viçosa celebra-se a 8 de Dezembro, solenidade da Imaculada Conceição, Padroeira principal de Portugal.”

Em verdade, esta honra conferida à Virgem é respeitada no 1º de Dezembro; este dia 8 de Dezembro que já foi da Mãe, tem vindo a ser transferido e conjugado de forma mais ampla à Mulher estando remetido para 8 de Março e assumiu um carácter internacional de reconhecimento da igualdade de direitos, da Mulher e do Homem, na Vida e no Trabalho. Entretanto a Igreja Católica teima em segregar as restantes Mães… Vá se lá saber até quando?

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Independência (para a Catarina Batista!)


É verdade Catarina, este post é-te dedicado!

Queres saber mais sobre Independência e a Restauração da Independência perdida… Ora isso leva-nos, fatalmente a falar de Monarquia e República, de Povo e de Linhagem.

Importante é saber a quem é conferida a Decisão sobre os destinos do País… Se prezamos e damos a Vida pela Nação ou a trocamos em Alianças Matrimonias ou Traições Palacianas, sendo que em qualquer destas escolhas, resta o Povo para aguentar as consequências!

Olha Catarina, estive este sábado em Lisboa. A Rua Augusta estava repleta de espanhóis (talvez a crise aérea espanhola os tenha retido) que se sentiam em casa, ruidosos e autoritários, talvez mais gordos e melhor vestidos, mas semelhantes a nós. Olhavam a imponência da obra do Marquês de Pombal aquando do magno drama europeu que foi o Terramoto de 1755 e terão pensado, os mais cultos por certo: Como pôde este povo, cem anos depois de nós, responder tão bem a tão grande tragédia?

Olha Catarina, as pessoas passavam na sua vida diária, conscientes das dificuldades presentes, mas nelas está a esperança da Independência. Somos um Povo sofredor e orgulhoso, sabemos fazer das fraquezas forças e, quando chega a hora, aparecemos onde é preciso estar, para afirmar que a Soberania em Portugal é do Povo!

Sei que não te respondi, mas podes ser mais directa nas perguntas… Mas, sempre te direi, que a História demonstra que o Povo soube responder aos dramas que foram surgindo e sempre se colocou do lado certo da “barricada”!

Pacatos e calados – o Bordalo Pinheiro bem nos representou no desenho e no barro, falsamente submissos, quando aparecemos fazemos História. É essa a nossa Nobreza e está ao nível da nossa Natureza!

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1º de Dezembro… porquê do Feriado?


“Após ser coroado, a 15 de Dezembro de 1640, o Rei D. João IV coroaria Nª Srª de Conceição e declará-la-ia para todo o sempre Padroeira de Portugal… É sabido que, no cumprimento dessa vontade real, desde então os monarcas portugueses deixaram de usar a coroa símbolo do seu elevado estatuto e que até a República respeita essa veneração.

A fé na Virgem por parte desse monárca da Casa de Bragança, não sendo original, foi mais profundo que até então, o que se compreende de um Reino que se acabava de libertar do domínio estrangeiro. Ora, alcançada a Restauração da Independência em 1 de Dezembro de 1640 e expulso o ocupante espanhol, foram, logo que as receitas o permitiram, edificadas igrejas dedicadas à Padroeira.”

A afirmação do poder real atingiria grande expressão no contexto da Europa, então único Continente considerado desenvolvido, por via da prosperidade obtida com o ouro do Brasil, o mercado das especiarias e o cotrolo do transporte de mercadorias à escala global sendo a Potência do século XVIII.

Contudo a Padroeira não conseguiria evitar o cataclismo natural de 1755 e o colapso da Monarquia em 1910… É hoje, para os que recordam a Restauração da Independência ocorrida 1640, a Senhora com quem o soberano partilhou a Coroa como gratidão pela expulsão dos Espanhóis.

E neste Feriado são muitos os Portugueses que vão a Espanha, aqui ao lado!!

Será que, agora que a Independência está perdida e vamos ser geridos por estranhos, a Nª Srª da Conceição valerá a esta República que nunca lhe retirou a Coroa nem o título?

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e agora, vamos representar!


A vida é um grande Palco; nela somos continuamente convocados a desempenhar papéis, nem sempre por nós escolhidos, mas, na constante mudança que a Vida deve ser, pessoa, ator e personagem, são o corpo que “encorpora” o acto.

No NERA, à vossa espera, está o “Amanhecer da Rotunda” que vos falará dos heróis improváveis, alguns ilústres também, mas sobretudo gente simples, que deu corpo ao feito de Implantar a República em Portugal.

O espectáculo começa às 21h30… mas chegue cedo para garantir lugar!

Para mais a entrada é gratuíta… deve esgotar, até logo!!!

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Amante das Ruas…


O Jorge Palma, por via da blogosfera, oferece neste Natal o trabalho de paixão que tem realizado pelas Ruas deste Algarve!

Este amigo Palma, por várias vezes aqui referenciado, fornece assim a todos os interessados, informação que facilita a interpretação do sentir e decisão dos locais e dos seus governantes, permitindo uma leitura retrospectiva da História…

Uma longa vida para “A Memória nas Ruas” é o que desejamos.  Sabendo bem quão longos sãos caminhos a percorrer desejamos, ao Palma, força nas pernas!

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Até os russos viram…


Que nos desculpem aqueles que não gostam de ler, por mais este “discurso económico” (nada louletano), que o grande amigo José Luís nos enviou e entendemos ser útil para todos vós, aqui vai:

Artigo de jornal russo sobre Portugal

Fonte: Pravda.ru

“Foram tomadas medidas draconianas esta semana em Portugal, pelo Governo liberal de José Sócrates. Mais um caso de um outro governo de centro-direita pedindo ao povo Português a fazer sacrifícios, um apelo repetido vezes sem fim a esta nação trabalhadora, sofredora, historicamente deslizando cada vez mais no atoleiro da miséria.

E não é por eles serem portugueses. Vá o leitor ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socioeconómicos, e vai descobrir que doze por cento da população é portuguesa, oriunda de um povo que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, tornando a costa africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no Oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da Índia e Sri Lanka. E foi o primeiro povo europeu a chegar ao Japão….e à Austrália.

Esta semana, o Primeiro Ministro José Sócrates lançou uma nova onda dos seus pacotes de austeridade, corte de salários e aumento do IVA, mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto com o mundo real, um esteio na classe política elitista Português no Partido Social Democrata (PSD) e Partido Socialista (PS), gangorras de má  gestão política que têm assolado o país desde anos 80.

O objectivo? Para reduzir o défice. Porquê?

Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?

Não, não é. O maravilhoso sistema em que a União Europeia se deixou sugar, é aquele em que as agências de Ratings, Fitch, Moody’s e Standard and Poor’s, baseadas nos Estados Unidos da América (onde havia de ser?) virtual e fisicamente,  controlam as políticas fiscais, económicas e sociais dos Estados-Membros da  União Europeia através da atribuição das notações de crédito.

Com amigos como estes organismos e ainda Bruxelas, quem precisa de inimigos?

Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França tremente e apavorada com a Alemanha depois das suas tropas invadiram o seu território três vezes em setenta anos, tomando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de pesadelo de Hitler. A França tem a agricultura, a Alemanha ficou com os mercados para a sua indústria.

E Portugal? Olhem para as marcas de automóveis novos conduzidos pelos motoristas particulares para transportar exércitos de “assessores” (estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de que país eles vêm? Não, eles não são Peugeot e Citroen ou Renault. Eles são os Mercedes e BMWs. Topo-de-gama, é claro.

Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD (Partido Social Democrata da direita) e PS (Socialista, do centro), têm sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos portugueses pelo esgoto abaixo, destruindo a sua agricultura (agricultores portugueses são pagos para não produzir!!) e a sua indústria (desapareceu!!) e sua pesca (arrastões espanhóis em águas lusas!!), a troco de quê?

O quê é que as contra-partidas renderam, a não ser a aniquilação total de qualquer possibilidade de criar emprego e riqueza numa base sustentável?

Aníbal Cavaco Silva, agora Presidente, mas primeiro-ministro durante uma década, entre 1985 e 1995, anos em que despejaram biliões de euros através das suas mãos a partir dos fundos estruturais e do desenvolvimento da UE, é um excelente exemplo de um dos melhores políticos de Portugal. Eleito fundamentalmente porque é considerado “sério” e “honesto” (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal, é!!) e como se a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fossem um bando de sanguessugas e parasitas inúteis (que são), ele é o pai  do défice público em Portugal e o campeão de gastos públicos.

A sua “política de betão” foi bem idealizada mas, como sempre, mal planeada, o resultado de uma inapta, descoordenada e, às vezes inexistente no modelo governativo do departamento do Ordenamento do Território, vergado, como habitualmente, a interesses investidos que sugam o país e seu povo.

Uma grande parte dos fundos da UE foram canalizadas para a construção de pontes e auto-estradas para abrir o país a Lisboa, facilitando o transporte interno e fomentando a construção de parques industriais nas cidades do interior para atrair a grande parte da população que assentava no litoral.

O resultado concreto, foi que as pessoas agora tinham os meios para fugirem do interior e chegar ao litoral ainda mais rápido. Os parques industriais nunca ficaram repletos e as indústrias que foram criadas, em muitos casos já fecharam.

Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE vaporizou-se em empresas e esquemas fantasmas. Foram comprados Ferraris. Foram encomendados Lamborghini,  Maserati. Foram organizadas caçadas de javalí em Espanha. Foram remodeladas casas particulares. O Governo e Aníbal Silva ficaram a observar, no seu primeiro mandato, enquanto o dinheiro foi desperdiçado. No seu segundo mandato, Aníbal Silva ficou a observar os membros do seu governo a perderem o controle e a participarem.

Então, ele tentou desesperadamente distanciar-se do seu próprio partido político.

E ele é um dos melhores?

Depois de Aníbal Silva veio o bem-intencionado e humanista, António Guterres (PS), um excelente Alto Comissário para os Refugiados e um candidato perfeito para Secretário-Geral da ONU, mas um buraco negro em termos de (má) gestão financeira. Ele foi seguido pelo excelente diplomata, mas abominável primeiro-ministro José Barroso (PSD) (agora Presidente da Comissão da EU, “Eu vou ser primeiro-ministro, só que não sei quando”) que criou mais problemas com o seu discurso do que com os que resolveu, passou a batata quente para Pedro Lopes (PSD), que não tinha qualquer hipótese ou capacidade para governar e não viu a armadilha. Resultando em dois mandatos de José Sócrates, um ex-Ministro do Ambiente competente, que até formou um bom governo de maioria e tentou corajosamente corrigir erros anteriores. Mas foi rapidamente asfixiado pelos interesses instalados.

Agora, as medidas de austeridade apresentadas por este primeiro-ministro, são o resultado da sua própria inépcia para enfrentar esses interesses, no período que antecedeu a última crise mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo foram buscar três triliões de dólares (???) de um dia para o outro para salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, enquanto nada foi produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projetos de educação).

E, assim como seus antecessores, José Sócrates, agora com minoria, demonstra falta de inteligência emocional, permitindo que os seus ministros pratiquem e implementem políticas de laboratório, que obviamente serão contra-producentes.

O Pravda.Ru entrevistou 100 funcionários, cujos salários vão ser reduzidos. Aqui estão os resultados:

Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou trabalhar menos (94%).

Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou fazer o meu melhor para me aposentar cedo, mudar de emprego ou abandonar o país (5%).

Concordo com o sacrifício (1%)

Um por cento! Quanto ao aumento dos impostos, a reação imediata será que a economia encolhe ainda mais enquanto as pessoas começam a fazer reduções simbólicas, que multiplicado pela população de Portugal, 10 milhões, afetará a criação de postos de trabalho, implicando a obrigatoriedade do Estado a intervir e evidentemente enviará a economia para uma segunda (e no caso de Portugal, contínua) recessão.

Não é preciso ser cientista de física quântica para perceber isso. O idiota e avançado mental que sonhou com esses esquemas, tem os resultados num pedaço de papel, onde eles vão ficar!!

É verdade, as medidas são um sinal claro para as agências de rating, que o  Governo  de Portugal está disposto a tomar medidas fortes, mas à custa, como sempre, do povo português.

Quanto ao futuro, as pesquisas de opinião providenciam uma previsão de um retorno do Governo de Portugal ao PSD, enquanto os partidos de esquerda (Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português) não conseguem convencer o eleitorado com as suas ideias e propostas.

Só em Portugal, a classe elitista dos políticos PSD/PS seria capaz de punir o povo por se atrever a ser independente. Essa classe, enviou os interesses de Portugal para o ralo, pediu sacrifícios ao longo de décadas, não produziu nada e continuou a massacrar o povo com mais castigos.

Esses traidores estão a levar cada vez mais portugueses a questionarem se não deveriam ter sido assimilados há séculos pela Espanha.

Que convidativo, o ditado português “Quem não está bem, que se mude”. Certo, bem longe de Portugal, como todos os que podem estão a fazer. Bons estudantes a jorrarem pelas fronteiras fora. Que comentário lamentável para um país maravilhoso, um povo fantástico e uma classe política abominável.”

Timothy Bancroft-Hinchey

Pravda.Ru

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Limpar para Recuperar!


A montagem de Tapumes anúncia o início da desejável intervenção no Solar Aboim…

Procurámos saber qual a natureza dos trabalhos que irão ser realizados e ficámos satisfeitos com as explicações obtidas. Felicitamos os Serviços Autárquicos pela sensibilidade e cuidado que estão a dedicar a este edifício municipal.

Assim, no imediato, irão decorrer trabalhos de limpeza de entulhos e, muito importante, de demolição e consolidação de elementos perigosamente degradados.

Para mais tarde, esperamos que pouco, ficarão os serviços de reparação do telhado que carecem da execução de projecto específico, a realizar após garantida a segurança do imóvel.

Como em todos os outros casos, não nos cansaremos de acompanhar e reivindicar a conservação deste património disso, dando aqui nota!

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Júlio Negrão: o republicano!


Atento, voluntarioso, exigente e, apesar da respeitosa idade, este cabeleireiro estabelecido em S. Brás de Alportel, encadernador nos tempos livres, senhor de uma prodígiosa memória e de um acervo republicano ainda maior, não temeu empreender a caminhada pedestre que medeia do Ateneu (no centro de Loulé) ao Convento de S. António para ouvir o Doutor Torgal falar do grande vulto republicano que foi o Presidente António José de Almeida!

Este património vivo do legado republicano, Júlio Negrão de seu nome, encheu a assembleia e dignificando-a, demonstrou que a idade não nos impede de estar presentes quando o calor e a praia nos fascinariam mais e teve a possibilidade de concordar com o conferencista não apenas quanto à figura do melhor presidente da 1ª República, mas também quanto a ética e valores patrióticos da República.

Por isso e pelo seu muito saber, Júlio Negrão é a figura republicana do “sebastião”… Viva a República! Viva o Negrão!

Conclusão: De tão digno e honesto ter sido, na política como na profissão, todos hoje gostariam de ter António José de Almeida como património doutrinário e não terá sido por ele que o Estado Novo se implantou!

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Amanhecer (louletano) na Rotunda!


Inteiramente produzido em Loulé, criado por dois professores do Concelho, José Sequeira Gonçalves (texto) e João Espada (ilustração), o “Amanhecer na Rotunda” apresenta aquela que advinhamos ser a forma mais cativante e humana de conhecer os bastidores da Implantação da República Portuguesa em 5 de Outubro de 1910!

Como tudo se perde no “passado” com a morte da memória é precioso o trabalho de investigação histórica e quando, como neste caso, os relatos são fiéis e cativantes, faz-se conhecimento e promove-se cidadania. Foi o que sentiu quem já leu e assistiu à apresentação desta obra louletana de sonho que honra a República e marca as Comemorações do Centenário…

Não há progresso sem romantismo, não há justiça sem ideais; mesmo contra os mais sólidos poderes podem levantar-se vontades de mudança que, com sonho e coragem, podem vencer se envolvidas pelo Povo!

Desta obra está a ser ensaida uma peça teatral a cargo do Teatro Análise de Loulé (CCL) a ser apresentada a 5 e 6 de Outubro de 2010 no Teatro Lethes em Faro e mais tarde em Loulé (em sessão única). Disso, a seu tempo, aqui falaremos!

Poderá não ter sido Proclamada a República no Algarve… mas, o Algarve fez a República em Lisboa, também!

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Cabeçadas!


Deste comandante da Armada que mandou bombardear o Palácio das Necessidades, fazendo fugir o Rei D. Manuel para Mafra e daí para Inglaterra, pouco haveria a memória dos seus conterrâneos guardar, apesar de ter ocupado a “cadeira presidencial” (!?), o conhecimento da sua personalidade continua escasso. Terá sido condenado ao olvido por não ter sido entendido?

O que resta da Residência! Foto:ssebastiao

Ora as Comemoração Concelhias do Centenário da República irão dar um forte contributo para o conhecimento do Homem que, além de ter sido o Primeiro Presidente da República oriundo de Loulé (Lagoa de Momprolé), foi decisivo na Queda da Monarquia e na Implantação da República…

“Mendes Cabeçadas e a Primeira República no Algarve” é a Exposição que estará patente no Convento de Sto António até 27 de Novembro e será inaugurada hoje pelas 19,00h!

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134 Anos!!!


Recebemos esta boa notícia e tratamos de a acompanhar:


“A banda da Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva (SFAM), fundada
em 21 de Maio de 1876, vai comemorar o 134º Aniversário da sua
fundação e existência efectiva realizando as seguintes actividades:
21.Maio.2010
19h30 – desfile pelas ruas da Cidade de Loulé


23.Maio.2010 no Auditório da Santa Casa da Misericórdia de Loulé
15h30 – Audição de alunos da Escola de Música da SFAM
16h00 – Apresentação do Grupo de Sopros e Percussão
16h30 – Concerto pedagógico pela banda filarmónica da SFAM

O concerto será dirigido e comentado pelo director artístico José
Lúcio Branco e serão abordados vários aspectos desconhecidos dos
espectadores tais como a constituição de uma banda filarmónica, como
se realiza um ensaio, o tipo de reportório ou o tempo que levará a
preparar determinada obra para apresentar ao público.
Neste concerto o reportório apresentado será na sua grande maioria de
autores portugueses.
Para mais informações estaremos ao vosso dispor pelo telefone 289416048.
Vimos através da presente solicitar a V. exª., a divulgação deste
evento através do vosso orgão de informação.
Agradecendo antecipadamente a atenção dispensada despedimo-nos com os
melhores cumprimentos.


Pel’A Direcção
O Tesoureiro
Graciano Conceição”

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Querem acabar com o “Zé Povinho”!


A Indústria Cerâmica das Caldas da Rainha atravessa um período de dificuldades económicas e poderá ser encerrada. Rafael Bordallo Pinheiro, extraordinário ilustrador e soberbo ceramista foi o seu mentor e estratega, sendo dele os desenhos da produção que ainda hoje se realiza na empresa,  juntando as artes decorativas à ironia, são do que melhor se encontra no Mundo pela beleza cromática e pela cuidada modelação hiper-realista.

Para encontrar ajuda neste tempo difícil foi criado no “Facebook” um grupo de amigos para a causa da salvação da Empresa do “Zé Povinho”, pois parece que “Vista Alegre” e “Visabeira” já não serão bastantes para a manter.

Ajude, aderindo ao grupo!

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“Vem aí a República!”


Joaquim Romero de Magalhães, professor catedrático da universidade de Coimbra, ilustre louletano, vai esta noite falar-nos dos últimos anos da Monarquia (1906) até à proclamação da República (1910).

Assim, arrancará o Ciclo de Conferências Comemorativas dos 100 anos da República Portuguesa e está agendado para as 21,00h, desta noite, no Salão Nobre dos Paços do Concelho

Apesar da intensa chuva que se abateu sobre a Cidade, foram 30 os corajosos que acompanharam a longa, mas esclarecedora apresentação dos factos decisivos ocorridos nos quatro anos prévios à implantação da República em 5 de Outubro de 1910.

Ficou patente que, como aconteceria em 1974, foi o envolvimento popular nas acções dos militares, também de baixas patentes, que possibilitou a vitória. Também nos dois momentos se verificou que o movimento revolucionário apresentou fraquezas organizativas, capacidades individuais e incapacidade dos “situacionistas” em responder à estratégia revolucionária e à presença do Povo em apoio os revoltosos!

A participação de Mendes Cabeçadas no comando do cruzador Adamastor foi referida como determinante da fuga do Rei para Mafra e esta nota é interessante por fazer a ponte para aquele que, já Almirante, viria a ser o Primeiro louletano a Presidir à República, embora por 17 dias!!! Dele tratará a próxima exposição no Convento de S. António.

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Ser Povo!


Sentiu-se, um ano mais, que a Democracia se vai equiparando à proclamação pessoal e íntima de um Credo…

Um Credo que se tem e não exige ser exposto em público, nem nos “Templos” próprios com os “paladinos” e os “profectas” encartados…

O Abril, já longínquo de 1974, vive e alimenta a moral de muitos, a quem a chamada ao voto não basta para satisfazer o “Credo” pois observam diariamente que os “escolhidos” ignoram ou adiam a “Felicidade”  prometida. Pior mesmo é verificarem que “por actos” e “omissões” contradizem as “Escrituras”!

As sociedades democráticas serão prósperas quando justas e quando souberem envolver o Povo nas mudanças que as engradessem… Sempre foi o Povo que operou as mudanças determinantes! Se o Povo não festeja exuberante é porque não encontra motivos para o fazer, porque se recolheu em “reflexão”, porque se encontra vigilante!

O Povo sente aquele 25 de Abril que agora completou 36 anos, reconhece que se mantém dele as conquistas fundamentais, mas quer mais Justiça e mais Solidariedade. O Povo quer mais proximidade remuneratória, quer mais investimento produtivo, quer menos especulação financeira; o Povo quer mais patriotismo e mais verdade, quer melhores governantes, quer Partidos dedicados aos interesses nacionais… O Povo quer mais ABRIL!

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Aqui, Posto de Comando…


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Poesia e Canto fizeram Abril!


Não fora a Revolta Social e a Consciência Cívica do Povo contra a Tirania e a Guerra Colonial e o Movimento dos Capitães não teria triunfado naquela madrugada de 1974!

Agora, para Evoluir ABRIL, é necessário envolver e participar, cultural e politicamente. Urge sair de casa e tomar posição, não ter vergonha de ser POVO e defender o que resta da Revolução!

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É preciso um Abril Novo!


Não sei se sou eu, se a vida que vivo e vejo viver em meu redor, mas sinto que este Abril está a ficar Esgotado e implora ser Renovado…

Vejo muita esperança desvanecida, meu Povo desencantado, com fome de justiça e trabalho; vejo o País, como antes desigual e, de novo: Encalhado!

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A casa da Filarmónica em ruína acelerada!


Referimo-nos ( aqui ) ao estado de abandono da Sede da “Música Nova” depois da saída da Filarmónica e da sua Aquisição pela Câmara Municipal. Tratou-se então de um Alerta para a circulação de Rifas fraudulentas vendidas por garotos grosseiramente interesseiros e aos riscos para os transeuntes…. Assumimos que iríamos investigar a situação!

Imagens obtidas em Abril 2010! Fotos: ssebastiao

Entretanto, as Portas foram trancadas e os “Artistas de Minerva” vão, de novo, acompanhar a “Mãe Soberana” na sua benção aos louletanos. É, então, oportuno que conheçamos melhor o estado real da Sede da Filarmónica, subindo a majestosa escadaria que nos leva ao 1º Andar do Solar Aboim!


Após a queda de parcelas significativas de telhado em diversas dependências do Solar ( nestas imagens, a sala de ensaios e o palco), caiem também paredes de tabique que deixam observar o método de construção Pombalino… interiramente à mercê das chuvas e ventos, aguardando a derrocada final ou a decisão que cada dia será mais cara!

Ilustrativo de que a incúria permitiu ir, bem além da “fraude das rifas”, é o presumível furto dos degraus desta escada do 1º Andar para o pátio que separa os dois núcleos do edifício!

Assim, se dá prévia mas reduzida nota do dossiê “sebastião” que, como prometido, irá ser apresentado na Assembleia de Freguesia do próximo dia 20 de Abril e, talvez, na Assembleia Municipal de dia seguinte, dependendo claro está, do que resultar da reunião da Freguesia.

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Mentira e Verdade…


“ADEMUS AD MONTEM FODERE PUTAS
CUM PORRIBUS NOSTRUS”

Tendo sido, por aqui, sentido o silêncio da “lagrima”, versada na “língua morta” que está na origem do nosso falar e escrever…

Na esperança de a encontrarmos ligada, aqui vai a tradução, incluíndo a questão:

Será verdade ou mentira?

“VAMOS À MONTANHA
PLANTAR BATATAS COM AS NOSSAS ENXADAS”

(Obrigado José Luís pela sugestão inspirada!)

Se duvida leia aqui!

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