Loulé
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| ssebastiao no Não ao Desemprego! | |
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Tema: Vigilance por Jestro

(João Martins)
Loulé é o ponto do universo a partir do qual aprendi a ler o mundo! Nasci em São Clemente. Descia a São Sebastião, pelas escadarias Mouras que desembocavam no Largo do Chafariz.Paragem obrigatória nas Bicas, para me deliciar com a mais refrescante àgua do meu pequeno mundo. Trinta e sete anos passados, Loulé, mais moderna, continua a ser uma cidade maravilhosa. Na era da Globalização, em que tudo mexe, tudo muda, nada mais delicioso do que disfrutar do belo centro histórico da cidade Loulé. Embora a mudança seja aquilo que permanece, o que permanece na mudança, faz de Loulé a mais maravilhosa cidade do Sul de Portugal. Cada vez que parto para fora com o enorme desejo de ver o Mundo, sinto no regresso que é uma parte de mim que aqui se encontra!
Por isso mesmo, é bom que a cidade seja de cada cidadão e que nenhuns poderes, por mais mesquinhos que sejam, façam seus aquilo que é património de todos!
CIDADE DE LOULÉ (colhida em http://www.cm-loule.pt/index.php e adoptada com a devida vénia)
Pré-História
Com o valioso contributo da arqueologia sabe-se, hoje, que a presença do homem no Concelho de Loulé remonta ao Paleolítico Antigo. Não obstante, até aos finais do Neolítico não se constata uma completa ocupação do território. É provável que, a formação e o desenvolvimento do povoamento, na área da actual cidade de Loulé, se tenham verificado durante este último período, através de comunidades que utilizavam habitats precários, eventualmente rotativos, próprios de agricultores e pastores itinerantes, as quais se encontram associadas à ocupação de inúmeras cavidades subterrâneas existentes na proximidade (Goldra, Esparguina e Matos da Nora).
Início do Período Histórico
Nos milénios seguintes, no período da Era dos Metais, intensifica-se a incursão dos povos do Mediterrâneo Oriental, que progressivamente penetram no Sudoeste Peninsular, e que culmina com a chegada dos Fenícios e dos Cartagineses que fundaram as primeiras feitorias na orla marítima do Concelho, incrementando a actividade piscatória, a prospecção da metalurgia e a actividade comercial.
Antiguidade e Alta Idade Média
A partir dos meados do século II a.C., após a Segunda Guerra Púnica, os Romanos dão novo impulso às actividades económicas desenvolvendo a indústria conserveira, a agricultura e a exploração mineira do cobre e do ferro. Até ao momento, na área urbana de Loulé, os vestígios materiais da ocupação romana, cingem-se a uma ara consagrada à Deusa Diana (final do século II d.C.) outrora incrustada na torre de S. Clemente, existindo contudo, na sua proximidade, topónimos de vilas rústicas (Clareanes e Apra) e necrópoles que documentam o modo intenso e organizado como o território foi ocupado. No século V, Suevos e Vândalos, e posteriormente os Visigodos , desagregam o Império Romano mas são facilmente cativados pela sua superioridade civilizacional, adaptando e assimilando os modelos anteriores do povoamento e experiências culturais das populações autóctones.
Invasão Muçulmana
Com a chegada dos Muçulmanos , no século VIII, nasce a urbe medieval que virá a gerar a cidade histórica actual. Al-’Ulya’ (Loulé) é-nos descrita, pela primeira vez, nas vésperas da reconquista cristã, nas crónicas árabes de Ibne Saíde e Abd Aluhaid como sendo, uma pequena Almedina (Cidade) fortificada e próspera, pertencendo ao Reino de Niebla, sob o comando do Taifa Ibne Mafom.
Esta descrição não deixa de ser relevante apesar dos cronistas, na alusão à Al-’Ulya’ , se terem preocupado em focar aspectos do estatuto urbano e valor estratégico da Almedina, omitindo por completo qualquer tipo de menção sobre o traçado urbano e arquitectónico.
A segunda metade do século XII e princípios do século XIII foi uma época marcada por grande instabilidade política e militar no mundo islâmico, com dissensões internas que se reflectem em todo o Garb Andaluz, assistindo-se a um movimento generalizado de construções militares. É bem possível que Al-’Ulya’ tenha sido fortificada durante este período.
Reconquista
Do primitivo Castelo Almorávida/Almóada resta, praticamente intacta, a torre albarrã em taipa (Torre da Vela) situada na antiga Rua da Corredora (actual Rua Engº Duarte Pacheco).
Em 1249, D. Afonso III auxiliado por D. Paio Peres Correia, Cavaleiro e Mestre da Ordem de Santiago, conquista o Castelo de Loulé aos “mouros” fazendo a sua integração plena na Côroa Portuguesa, no momento em que concede o primeiro Foral à “Vila” em 1266.
O segundo Foral foi aos “mouros forros”, em 1269, que tinham sido remetidos para o arrabalde a sul da “Porta de Faro”, dando origem ao bairro da Mouraria no qual persistem, ainda hoje, ruelas estreitas e tortuosas e topónimos medievais como Rua da Mouraria e Rua dos Oleiros.
Caro SSebastião… estou a fazer um trabalho sobre a conquista do castelo de Loulé. O que é que está correto… no reinado de D. Afonso III, ou auxiliado por? É que segundo li, quando o rei chegou ao campo da batalha, (em conversa com o mestre da Ordem de Santiago,)lastimou a morte de mui nobres cavaleiros,logo faz-me deduzir que o Rei não estaria na refrega auxiliado por. Agradecia uma resposta o mais breve possível para não cair em erros.
Concordo consigo caro anónimo! Foi Paio Peres Correia que terá chefiado os cruzados da Ordem de Santiago que lograram tomar o Castelo de Loulé… e o Rei não esteve presente!
Contudo vou pesquisar mais dados que depois aqui deixarei nesta mesma área de comentários.
Caro SSebastião…obrigado pela sua atenção. Não perca mais do seu valioso tempo, segundo José Hermano Saraiva,(através de um amigo meu)o Rei não esteve presente, e sim no fim das hostilidades, daí aquele lastimar. Cumprimentos e mais uma vez obrigado.