Raúl Pinto: que se diz dele hoje?


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Tema do Laboratório da Memória a realizar no próximo dia 28 na Alcaidaria do Castelo, esta personalidade da vida louletana da primeira metade do século vinte teve influência muito directa na vida de todos que cá habitavam, para cá vinham ou de cá queriam sair na busca de melhor vida.
Raúl Rafael Pinto, secretário da Câmara Municipal de Loulé, num tempo em que o cargo presidencial era meramente simbólico, foi um comissáro do regime com elevado poder e decisão. Dessa decisão ainda hoje restam sinais e consequências… Pode-se mesmo afirmar que ainda resta uma Escola típica da sua forma de exercer funções em condutas e comportamentos actuais que radicam num férreo controlo das opiniões, na forma como se analisam as realizações locais e na estratégia de promoção da, agora, cidade de Loulé.
Além de vos incentivar a aparecer na Alcaidaria desejava que deixassem  aqui o testemunho da vossa memória!

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9 responses to “Raúl Pinto: que se diz dele hoje?

  1. Palma

    Era jovenzinho na altura por isso não posso ajuizar do trabalho politico da figura em questão. Do que ouvia dizer aos adultos foi sempre mais negativo do que positivo. É um bom debate para se fazer agora, pois ao contrário daquele tempo em que um simples olhar podia levar à desconfiança, hoje pode-se apresentar livremente a opinião que muito bem se entender.

  2. GONÇALVES

    Ainda conheci esse Senhor mas não tão bem como pessoas de família que foram prejudicadas na saída para o estrangeiro por esse indivíduo. Que se diga o que se tem a dizer! Acho que não há qualquer censura em Portugal embora alguns iluminados saudosistas de Salazar e da URSS o venham dizendo, só para lançar a confusão no Zé Povinho. Num tempo em que qualquer cómico mesmo de 3ª categoria, afronta seja quem for desde Presidência da República até ao Presidente da Junta acho que é pura maledicência falar-se em censura. Viajei alguma coisa pelo Mundo e sei bem que aquilo que uns tais senhores falam é pura mentira. Naqueles tais países ninguém tinha liberdade alguma e quem vivia melhor eram os chefes do partido único que os governava. Que se façam debates pois estamos em Liberdade! Gonçalves

  3. Olga

    Valerá a pena debater-se sobre pessoas, que segundo se diz, não ajudaram a construir este País mas serviram-se apenas do poder que tinham? Olga

  4. Ora vivam; Disse-me hoje um amigo, que questionei sobre o Raúl Pinto, “-Sobre ele quem teria muito a dizer sobre essa peça, seria o Cortes mas está morto!”
    Ora o Cortes, lutador anti-fascista terá sofrido agruras incontáveis às mãos e por ordem de Raúl Pinto por zelo deste na defesa da causa salazarista que levava muito a peito e terá sido a mais vincada característica da sua actividade. Tido como pessoa altiva e distante que não dava confiança e cuja proximidade aterrorizava de imediato e a quem não solicitava favores directos mas, apenas por intermédio de outros com quem privava, provavelmente legionários… Nem familiares falam hoje do homem sem notório incómodo e a expressão: “conviviamos pouco!”

  5. Olga; a sua questão deixou-me pensativo. Eis o que pensei:
    Julgar os crimes e a violência cometida pelos extremistas individuais quer por gozo pessoal quer no cumprimento de ordens deve ser feito para reposição da justiça e dignidade dos ofendidos. Isto não foi feito após a implantação da democracia no País e entendeu-se por bem respeitar as famílias, dos violadores e torcionário fanáticos do antigo regime assim como das vítimas desses crimes, se aguardasse 25 anos (penso que foi esse o tempo acordado) antes de que podesse utilizar os Arquivos da PIDE-DGS. Se, agora, mais do que esse tempo volvido entendermos que não faz sentido perdermos tempo com “essa escumalha”, não entenderemos as diferenças profundas que existem entre Liberdade e Opressão, entre Democracia e Ditadora e, pior que tudo, não haverá condenação moral das atrocidades cometidas; o que resulta na permeabilidade mental a novas ditaduras!

  6. Na verdade, os arquivos da ex-pide/dgs estão à disposição dos historiadores, desde há uns anos. Aliás, a Irene Flunser Pimentel (prémio Pessoa deste ano) tem investigado e publicado a partir desses arquivos.
    No entanto, muita da informação dos arquivos locais foi desaparecendo, na voragem do tempo e dos compadrios locais que se estabeleceram. Também não há muita historiografia local séria, que normalmente faz mais encómios do que pesquisa profunda e contextualizada no tempo. Como calculam, já é tempo de se analisar de forma crítica os acontecimentos do passado e isso implica, a meu ver, uma ruptura como uma escola de pensamento muito saloia e provinciana. O que é isso? Simplesmente ler o tempo actual, com a mentalidade do passado.

  7. Palma

    O Helder falou aí da escritora Irene Pimentel e acho que vale a pena comprar dois livros recentes dela. Um que fala da Mocidade Portuguesa Feminina e o outro das Vítimas de Salazar.
    Um prémio mais que merecido. Quantro ao Raul Pinto há ainda muita gente em Loulé que pelo jeito poderá, se quiser, contar muito da história desse período louletano. Palma

  8. Pedro

    Nunca ouvi falar de tal pessoa porque sou ainda relativamente novo. Gosto de saber da história local. Aceito a sugestão do Professor Almeida e vou lá espreitar. PEDRO

  9. Fernando

    Os novos não têm conhecimento dos homens que governaram Loulé antes do 25. Em casa pouco se fala disso. As pessoas até parece terem já esquecido esses tempos de miséria e de humilhação e fico irritado quando alguns deles que conheci em grande miséria e que hoje são uns «senhores» falam deste tempo com depreciação. Felizmente ainda cá estão os que os conheceram de «pata descalça» com sinais no pescoço das chupadelas das pulgas e outras coisas no género. Não atirem areia para os olhos de quem conheceu tudo isso. Fernando

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