Menos 2 Tílias!


 

 

 

Por razões da própria antiguidade e para facilitar os trabalhos de renovação das fachadas dos três edifícios em risco, foi hoje efectuado o abate total de 2 tílias da Praça da República. Nesta notícia não está contida censura a mais este triste acto, por ter razões justificativas bastantes, está sim e muito no dia e hora escolhidos.

Num Sábado de manhã, mesmo com a recente perda da Animação Turística, é sempre prejudicial para o Pequeno Comércio o corte e condicionamento da circulação… “-Podiam ter feito à tarde ou no Domingo!”, foi a opinião mais ouvida.

E avisado…  teria sido bom, acha o “seBASTIÃO” que aplaude o bom ritmo e qualidade das Obras de recuperação das Fachadas dos Edifícios da Praça da República!

13 comentários

Filed under Turismo

13 responses to “Menos 2 Tílias!

  1. Joao Martins

    Lamento discordar amigo Almeida, mas só a ignorância levar a abater árvores com essa leviandade! Hoje dia 08 de Março estou duplamente indignado! Vergonhoso e lamentável! Não há justificação possível. A ignorância ambiental ultrapassa todos os limites aceitáveis. Três em frente ao mercado mais três mais abaixo são seis. E nós respiramos o quê daqui a alguns anos? Trata-se de um crime ambiental grave… que devia ter consequências criminais…já agora alguém me sabe dizer qual o nível de contaminação do ar junto às bombas de gasolina na avenida Parque das Cidades…é que estas coisas têm que começar a fazer parte das políticas públicas…há medições da qualidade do ar, não há…como é? Duplamente indignado!

  2. Joao Martins

    Ah! Já agora…se os ambientalistas quiserem fazer queixas a Bruxelas que façam…que eu compreendo…e se tiverem razão… eu volto a plantar as árvores…não há pachorra!

  3. João; concordo genericamente com as tuas preocupações, mas neste caso, mais do que nos abates fronteiros ao Mercado que apenas visou a sua visibilidade(não tendo grande saúde), existe a necessidade de assegurar que o Tapume da obra se limitará ao mínimo necessário e a obra decora sem o obstáculo causado pelas árvores que estavam efectivamente velhas, como a imagem prova e se devolva alguma mobilidade aos peões que nos últimos dias só podiam caminhar pelas estrada. Para mais este entrave à mobilidade já está ser muito longo e a causar sérios prejuízos económicos aos lojistas vizinhos e à imagem do Centro da Cidade! Poderia confortavelmente estar contra esta decisão mas compreendo-a melhor que o que foi feito à Araucária do Convento do Espírito Santo, tosqueada para que definhe!
    Importante mesmo é saber quando haverá novas plantações e o equilíbrio desse plano, quanto às espécies e às localizações. A Avenida Parque das Cidades está efectivamente carente desse precioso benefício. Temo e quero evitar que se opte apenas pela solução dos Parques Públicos como redutos arborizados cedendo perante os irresponsáveis protestos dos moradores que não querem folhas na varanda, ramos à frente da janela, caganitas de pássaro, prefiram estacionamento, etc…
    Apesar dos príncipios de defesa ambiental que defendo activamente, admito que deva assegurar a saúde das espécies e prevenir as contaminações.
    É já grande o débido a ser pago pela C. M. L. em novas plantações, em Loulé e Quarteira somam já 400 abates o que vai, de facto, ao invés das necessidades de melhoramento da qualidade do ar das duas cidades e terá que ser compensado e, na verdade, até agora a autarquia só se tem revelado lesta no abate, e sempre, sem informação prévia ou subsquente das razões da decisão.

  4. Joao Martins

    Agradeço a amável informação, embora continue a achar que tudo serve de justificação para o abate de árvores. O estacionamento do parque automóvel, a estética arquitéctónica do mercado municipal, a recuperação do património edificado. A grande questão é que os valores ambientais são sempre preteridos na ordem hierárquica valorativa e parece que isso das alterações climáticas, afinal é um problema “estrangeiro”.
    Volto a insistir na questão da qualidade do ar, que me parece de primordial importância como cidadão morador da cidade de loulé. Resido junto há Avenida Parque das Cidades e perto das duas bombas de gasolina à saída para Faro. Gostaria de saber da qualidade do ar nesta zona da cidade pois quando o chão das casas é lavado a água utilizada na lavagem fica preta. E isto acontece diariamente após cada lavagem. Gostava de saber se a autarquia tem ou não obrigação de medir a qualidade do ar e na sequência disso de informar os cidadãos?
    Cumprimentos e continuação de bom trabalho de incremento da cidadania.

  5. Hehe

    Cortaram umas 300 árvores nas avenidas de Quarteira, cortaram árvoras na avenida de Loulé, cortaram árvores na praça de republica, acabaram com os canteiros na marginal de Quarteira e agora andam a derrubar milhares de pinheiros na entrada de Quarteira.
    Será que eles é que sabem?????????

  6. Podem usar todos os argumentos possíveis para justificar este tipo da “trabalhos” porque para mim não são menos do que crimes.

    Cada árvore que se abata é uma parte de nós que parte mas não julguem que certas desculpas como a debilidade destas me convence.

    Talvez um dia eu vos ajude a compreender melhor estas intervenções, em Loulé, como em Quarteira.

    Deixo-vos apenas uma pista: 10% = €€€…

    Cumprimentos.

  7. Caros amigos; esclarecimentos complementares que obtive hoje obrigaram-me a confirmar no local e corrigir agora: Foram 2 e não 3 as tílias abatidas!
    Feita esta correcção, quero ainda dizer-vos que fui informado de uma plantação na Rua da Cássima e, como verifiquei, são muitos os Jacarandás floridos que se podem ver na Av. Parque das Cidades (à atenção do João!)

  8. Joao Martins

    Pois…já não é mau de todo…e a contaminação do ar…será mais lenta que o crescimento dos Jacarandás? Gostava sinceramente, em nome da qualidade de vida das populações, que se fizessem medições frequentes da qualidade do ar em certas zonas da cidade. Há medida que nos urbanizamos e “modernizamos” estas preocupações têm que entrar no conceito de modernidade. Amigo Almeida e que tal uma campanha de arborização a começar aí por São Sebastião. Uma árvore por cada cidadão. Isso era uma aposta no futuro! Abraços.

  9. João; contei hoje os sobreiros que tenho no viveiro e que os meus alunos têm vindo a germinar a partir da bolota… 13 deles já atingiram 15 cm e vão iniciar um período de adaptação à atmosfera que durará 2 semana. No final desse tempo será plantados no talude escolar onde já se encontram outros 10 plantados no ano passado. Será pouco, mas é o que pode ser feito, a “custo zero” por uma escola e o seu efeito só se sentirá a longo prazo.
    Quantoàs medições da qualidade do ar, sei que a CML possui esse equipamento e que um equipa da Divisão de Ambiente tem procedido a medições em vários locais, mas não conheço resultados!
    Posso informar que foram plantadas amendoeiras na EN 270, junto do Santuário mas não sei quantas.
    Devemos reconhecer que tem havido plantações,mas por serem pequenas, essas árvores mal se notam!!

  10. Joao Martins

    Parabéns pela iniciativa! Saiba que tem aqui um adepto fervoroso da sua intervenção na freguesia e na cidade em geral. Numa época em que é mais fácil criticar do que elogiar as pessoas, deixe-me dizer-lhe que é um verdadeiro exemplo do que deve ser um cidadão do século XXI.
    Activo, interventivo, defensor de uma concepção de sociedade e de valores pelos quais se orienta e tem ainda demonstrado como representante autárquico eleito ser um verdadeiro democrata na forma como aborda os assuntos e as pessoas com quem interage neste blogue. Um exemplo a seguir!

  11. João; quanto mais considerações destas fizer mais embaraçado ficarei e maior o peso daquilo que deverei fazer para lhe corresponder, deixemos pois, esses elogios!
    Saiba que, hoje senti que funcionários autárquicos zelosos sentiram injustiça por não ser validado o seu trabalho que, de facto, existe. A fúria interventiva na apresentação de dúvidas e alternativas leva a que nos atenhamos a partes da realidade que valorizamos e, quantas vezes, erramos o alvo e atacamos os servidores e não os mandantes.
    Isto não invalida que reivindiquemos mais e melhor qualidade de vida emtodas as acepções até porque devemos reconhecer que o património vegetal precisa ser renovado e algum está MESMO envelhecido, bom exemplo disto são as Tílias da Praça da República, que precisam ser substituídas!
    Para mais: quem fala dos Choupo hoje! Foram cortados em grande número devido ao “algodão” que produzia alergias a algumas pessoas.
    Útil é manter estes assuntos na Ordem do Dia!

  12. Joao Martins

    Caro amigo Almeida, não dúvido do trabalho zeloso dos funcionários, que sempre teve longe de mim pôr em causa, e que concerteza fazem um trabalho meritório e honesto dentro das suas competências. Infelizmente, como cidadão desta cidade, incomoda-me imenso o abate progressivo de árvores no concelho, que revela um conjunto de disposições face às coisas do ambiente que me entristece. Nunca esquecerei o abate das três senhoras árvores em frente ao mercado sem razão aparentemente válida para além de motivos estéticos daquilo que sabemos, nem o ambicídio (inventei agora) na avenida de Quarteira. Há imagens simbólicas que marcam as nossas vidas…essa foi uma delas. Considero ainda que as árvores estarem envelhecidas não é razão suficientemente válida para que as mesmas sejam abatidas. Como sabe hoje, o conceito de alargamento de limites de solidariedade inerente ao desenvolvimento sustentável, não se limita só à solidariedade com as futuras gerações, mas também é extensível aos direitos dos não humanos. Neste sentido considero que salvo condições muito excepcionais, não têm os seres humanos de decidir a aniquilação dos seres não humanos, como é o caso dos “vegetais”. “Fundamentalista”, dirão logo os profetas do crescimento (económico, claro), pois eu acho que é apenas uma outra ética, que põe de lado a visão antrocêntrica do mundo e da vida. Sobre a “fúria” interventinva, como sabe é isto a democracia…os cidadãos não têm que pensar pela cabeça de quem os governa…isso incomoda…claro…os elogios mantêm-se.

  13. Agora que estou a fazer uma pesquisa sobre tilias estou a ficar louca elas… São muito lindas! Adeus!

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