A finitude do bluff…


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Muro derrubado e não reposto. Foto:ssebastiao

Em dia de reviver o luto e recordar os que partiram, nada melhor que fazer o exame daquilo que nos ligava ao “bluff finado” e das causas directas da sua finitude!

Sendo certo que um bom exercício passado pode ser indicador de promissor futuro é igualmente verdade que esse futuro se constrói com personagens do presente, de preferência bem integrados no tecido social, dispondo de valor eleitoralmente manifestável nas urnas…

Ora, após a derrota em 2005, as personagens que se mantiveram interventivas, apesar do adormecimento geral, foram silenciadas e ignoradas, algumas até traídas pela “solução habilidosa” criada para garantir honrosa espera pela época das “novas oportunidades”…

A gripe conveniente não escondeu o “bluff”, que de início já o era, (ele) contribuiu para autorizar o poder que já provara não ser competente, gravosamente abdicando de criticamente o acompanhar: matando-se!

Cuidemos da sepultura, sem muito carpir, pois que há que reunir o património, escolher o “cabeça de casal” e rumar adiante!

Paz à sua alma!

36 comentários

Filed under Eleições Autárquicas, Loulé, Opinião, ssebastiao

36 responses to “A finitude do bluff…

  1. refinado

    Caro Almeida
    Palavras sábias as suas, e que, com um humor refinado e mordaz mostra de que lado estava a razão.
    Paz á sua alma e que para sempre se perca o seu rasto.

  2. palma

    Caríssimo Almeida ontem quando por lá passei na minha «faina» de visitar familiares e amigos que ali dormem para sempre lembrei-me do teu reparo quanto a este muro que certamente estará à espera de nova derrocada? Também me chamou a atenção entre outras coisas, a sepultura de uma velha amiga que eu e muitos paroquianos da altura em que era viva, sem ofensa por outros mais dedicados, se encontrava num estado de abandono tão grande que me causou um nó na garganta. Trata-se de Rosa Cabrita (a Rosinha Cabrita para os amigos) e que segundo muitos foi a «beata» mais verdadeira de sempre na freguesia. Ela dedicou a sua vida na ajuda da paróquia durante toda a sua existência. Eram 5 horas e ainda consegui arranjar umas florinhas para lhe colocar na pedra encardida e suja por falta de limpeza. É certo que ela não tem familiares vivos mas tantos amigos/as…..

  3. Beline

    O seu post de hoje está muito bem Alembrado como se costuma dizer. É pena que a gente não o entenda na totalidade. Mas há coisas que se calhar é melhor ficarem por meias palavras.

  4. Froide

    Parabéns pelo seu artigo Professor Almeida. Neste dia de lembrarmos os defuntos é bom dar umas picadelas nalguns vivos apesar de eles estarem tão lá em cima que dificilmente se apercebem de que nós sabemos das suas artes feiticeiras. O tempo esse maganão resolverá muita coisa.

  5. Pintas

    Apesar de já estarmos no mês dos fieis defuntos dá que pensar o que fazem uns cartazes gigantes mostrando de novo a cara do Presidente da autarquia com uma frase tipo Omo – lava mais branco e que por ser tão ridícula a gente repara mesmo. Será que a vaidade não tem limites? Jà agora deixava para o Natal. Quanto a um ou outro cartaz envelhecido pelas eleições de outros candidatos também deveriam ser já retirados da via pública se é que não foram.

  6. Katy

    Gostaria de chamar a atenção para o último talhão ao lado direito do cemitério depois de descer a escadaria, onde se encontra uma torneira avariada não sei há quanto tempo correndo água a toda a hora causando indignação nalguns e gozo noutros visitantes. Para a Câmara mais rica do Algarve não é lá grande coisa a não ser que como já conseguiram a maioria desejada com todo o mérito pelo excelente trabalho demonstrado ?????????? agora se tenham desinteressado. Assim vai a nossa terra embriagada pelas festas de mau gosto.

  7. Vítor Aleixo

    Almeida! Meu grande SACANA! Grande texto este.
    Parco nas palavras e arguto no pensamento dizes-nos quase tudo, e tão filosoficamente, sobre o finamento de um mito que durou demasiado tempo.
    Seguir adiante sim, com certeza. A vida continuará. Mas com que valores? Com que propostas e com que protagonistas?
    O que me atormenta é que não encontro respostas para estas inquietações.

    Vítor Aleixo

  8. Lagrima

    “A gripe conveniente não escondeu o “bluff”, que de início já o era, e contribuiu para autorizar o poder a quem já provara não ser competente, gravosamente abdicando de criticamente o acompanhar: matando-se!”. Bravo Almeida, excelente crítica a Joaquim Vairinhos.

  9. Katy

    No capítulo das intenções de voto, e cerca de um mês depois das eleições, o barómetro espelha a actual arrumação das forças políticas: o PS em primeiro, com 42,9 por cento, depois o PSD que cai oito pontos para os 23,7 por cento, o CDS regista 12,5 por cento, depois o Bloco 8,8 por cento e, por último, a CDU com seis por cento. Tudo a andar como previsto.

  10. Almar

    Deram o poder a Seruca de mão beijada? Acho bem que sim.

  11. Altin

    Quando se perde começa-se a trabalhar para a próxima jogada. Foi assim que o PSD fez quando perdeu três vezes seguidas para J. Vairinhos. E Vairinhos nessa terceira vitória teve a maior ovação de sempre com uma multidão acompanhando avenida abaixo o vitorioso. Nunca mais aconteceu. Agora mãos à obra.

  12. Fernando

    Quando as pessoas ganham são o máximo. Quando perdem passam a mínimos. É a justiça terrena a funcionar. Nemo

  13. Laranjal

    Um mês depois das eleições nunca pensei que o PSD pudesse chegar a 23,7 % de intenção de voto. É uma mixórdia vergonhosa. Onde estão os grandes cabeças do PSD ? Estão dormindo ou à espera que o Governo caia. Assim bem me parece que podem esperar.

  14. Ziga-zag

    Há um mês um homem era super. Único. Sem substituto. Passado um mês o mesmo homem é igual a qualquer um outro transeunte que nunca andou na politica nem fez nada por ninguém ?

  15. Gilino

    A politica é mesmo assim. A inventona de Belém fez ricochete e é cada vez pior a opinião que os portugueses têm de Cavaco: em queda acentuada, o Presidente da República perde mais de nove pontos, registando o valor mais baixo deste ano no barómetro da Marktest para a TSF e o Diário Económico.

  16. Pedro Inácio

    Confesso que devo ter sido tocado por algum acto sonolento e não devo ter dado conta que já perdemos outra vez a liberdade de expressão ao ponto daquilo que queremos dizer ter que ser transmitido nas entre linhas.
    Por que raio de razão não dizem logo quem é o destinatário da critica? Até o Dr. Aleixo, elogia mas não se explica, porquê? Tem medo que o defunto o apoquente? É mesmo o Vairinhos que está em causa? Não prestou? Então porque colaboraram com a façanha da candidatura? Parece que aqui nem as moscas mudaram.
    Quanto ao texto parece-se com uma prosa “camiliana”, será?

  17. Wilton

    Vairinhos com todos os defeitos que possa ter, como o Seruca o Aleixo, o Zé Cavaco e outros foi um homem Grande em Loulé durante dez anos. Há um mês atrás quando encheu o Nera e o jantar das rosas e outras coisas mais era um génio. Como perdeu passou a ser o bombo. Acontece infelizmente em todos os partidos. Em Loulé seria dificil vencer o Seruca ou qualquer outro que lá estivesse há oito anos. Nestas circunstâncias é quase impossível depor quem lá está ainda por cima numa Câmara a abarrotar de dinheiro. Se fosse pobrezinha isso era à primeira rabanada. Caía como qualquer folha no Outono mas é ao contrário porque o concelho de Loulé é o mais rico. Não em obras. Mas em cacau e esse cacau dá para fazer propaganda permanente durante anos e anos. Qualquer gato pingado seria difícil retirá-lo do seu pequeno trono. Ponto final.

  18. Orange

    Pelo PSD vai uma tormenta que só visto. Em Loulé estarão seguros por uns tempos. Agora na Sede Nacional Marcelo Rebelo de Sousa diz que o PSD vive numa luta de facções que se degladiam e recusa, por isso, tentar um regresso à liderança dos sociais-democratas. Em última análise, acusa a facção de Manuela Ferreira Leite de “procurar” uma cara que a substitua numas futuras eleições directas com Pedro Passos Coelho. Um modelo a que fecha porta.

  19. Lagrima

    Ai Almeida, Almeida, até com os defuntos quer fazer politica. Não lhe parece que já basta de falar em muros e murinhos pois o que não faltam são muros para aí caídos desde o tempo do JV. Muros e não só. Não me parece de bom tom estar sempre a usar o cemitério como arma de arremesso político, afinal os mortos não bebem nem votam. E quem mora lá são eles. Veja lá se vira o disco porque tanta música funebre já enjoa. Boa semana!

  20. Este tópico, terá que ser retomado mais adiante… Foi metagoricamente escrito no Dia de Finados para marcar o Final de uma época política louletana, para a sua compreensão contou-se com a observação do Processo Eleitoral recente nos seus diversos factores…
    Verifica-se que poucos comentadores entenderam a mensagem, o que se compreende em face das dúplas leituras que oferece e que exigem memória de quem lê!

  21. ruth

    O Lágrima se tivesse algum familiar lá mesmo junto ao paredão que caíu não falava com tanto desinteresse. A gente só se lembra de nós quando nos calha pela porta. É quase sempre assim. Denuncie sempre que seja necessário Snr. Almeida. Sempre.

  22. Lagrima

    Dª Ruth quem lhe disse que não tenho nenhum familiar junto ao muro? Talvez esteja enganada. Eu não meço as necessidades em prol do meu bem estar, pelo contrário, entendo os assuntos na globalidade. E na globalidade este assunto de um muro um pouco caído não é uma prioridade no programa das obras públicas. É uma questão de pragmatismo, não de sensibilidade. Bem haja.

  23. João Chagas Aleixo

    Em tempos de defuntos, finitudes e cemitérios, para não falar do Dia de Finados, o poeta Aleixo não podia ficar de fora deste tema. Assim sendo, aqui ficam mais duas quadras do magistral Aleixo. Relacionadas com a temática, entenda-se.

    Atrás de um morto em conjunto,
    Vão sem ninguém lhes dizer,
    Que não vão lá pelo defunto,
    Vão para a família saber.

    A um funeral sem chamadas
    Onde tanta gente ocorre:
    Nos vivos dão-se beijocadas
    Sem se beijar o que morre!

    António Aleixo

  24. ruth

    D. Lágrima uma prioridade no programa de obras públicas? Com o dinheiro que esta Câmara teve durante os dois mandatos acha que a verba não chegava para terminar um triste muro de um cemitério visitado por milhares de pessoas? Francamente !

  25. Lagrima

    D.ª Ruth continua sem entender o busilis da questão. Não vou perder o meu tempo a explicar-lhe aspectos que saltam à vista de qualquer pessoa mas que algumas, como a D.ª Ruth, preferem ignorar. Olhe um conselho: pegue num bocado de areia e de cimento e vá lá remendar o muro que tanto a preocupa. Passe bem.

  26. O “busilis” da questão é que o clima (que foi há três anos desculpa para não agir) nos possibilitou um largo período de tempo seco e sendo, a zona em questão, acessível e não conflituante com o trânsito ou outros interesses, nada justifica o “falso muro” que esconde a não tomada de decisão urgente!! A menos que se deseje que a totalidade do muro caia para, então, o construir todo!(?)… Como se encontra não resistirá a fortes chuvas nem impedirá que a terra deslize por debaixo dele com os consequentes danos para mais umas tantas sepulturas.
    Desculpe “lagrima” mas a sua tese carece de demonstração parecendo que está querer silenciar o assunto, por incómodo, talvez por efectiva responsabilidade no assunto(?).

  27. Lagrima

    Sr. Almeida está a querer dizer que eu tenho alguma coisa a ver com o cemitério de Loulé? Que tiro mais ao lado. Volto a reiterar tudo aqui que disse. O busilis da questão para mim em nada se relaciona com o clima de seca ou de chuva. Já que o Sr. e a D.ª Ruth insistem eu passo a explicar: Se você tivesse uma carteira cheia de dinheiro (forma metafórica de falar da tão repetitivamente destacada verba) comprava tudo o que lhe aparecesse pela frente? Não me parece. Logo temos de traçar prioridades e na minha óptica (muito partilhada já agora) um mero bocado de muro no cemitério não é uma prioridade. Fique a saber que não sou funcionária pública e até frequento o cemitério com bastante regularidade. Portanto, talvez esteja mais apta para perceber do que o mesmo carece do que meros visitantes esporádicos à caça de pormenores para fotografar e colocar em blogs. Tenha um bom dia.

  28. Anónimo

    Por certo a “Lagrima” não conhece o Almeida, caso contrário encontrá-lo-ia no Cemitério semanalmente!!!
    Provou ser muito pouco exigente ou apenas valorizar aquilo de que pode, enquanto viva, usufruir.

  29. Lagrima

    Caro anónimo como as palavras são traiçoeiras. Conheço o Almeida pessoalmente mas obviamente não o ando a seguir. Também vou ao cemitério semanalmente e não sei como mas nunca lá o vi. Devemos andar desencontrados. Quanto ao meu grau de exigência realmente não é muito grande pois considero que o que mais há por aí é pessoas muito exigentes com os outros e nada exigentes consigo próprios. Eu prefiro ser exigente comigo mesma e não passar a vida apontar o dedo a tudo e a todos como se fosse superior. Valorizo o que posso enquanto viva pois depois de morta não sei se me será dada a hipótese de valorizar algo. Como ateia que sou não medito muito no além e quanto ao pós-morte não me tira o sono. Francamente se me enterrarem junto ao muro e ele me cair em cima não me parece que moleste muito. Mas se estão assim tão preocupados com isso porque não o vão arranjar? Deixe-se de tretas e passem à acção! Uma na vez na vida…

  30. PAPOS`SECOS

    Antigamente tivemos no Algarve um Sr que foi conhecido de todos os Algarvios pelo nome de Remexido que defendeu o lado errado na guerra civil. Hoje temos neste espaço uma Lágrima que defende o Seruquismo de corpo e alma. São tantas coincidências entre ambas as personagens. Viva o remexido

  31. Lagrima

    Sr. Papo Seco quanta prepotência. Como pode dizer que alguém “defendeu o lado errado na guerra civil”? Quem é você para saber qual é o lado errado de alguma coisa? É tão cego no seu criticismo que ainda nem percebeu que só estou a defender o meu ponto de vista e que não sou “seruquista” ou lá o que isso é. Lamentavelmente os seguidores deste blog estão habituados a escrever, escrever, escrever e ninguém pensar de forma oposta às suas escritas. Contudo, quem não sabe conviver com as suas ideias e com ideias diferentes não devia frequentar espaços da internet e aí tornar pública a sua opinião. É muito facil falar mal e ainda ser aplaudido, dificil é ouvir os apupos da multidão e mesmo assim se manter fiel aos seus ideais. Carpe Diem!

  32. PAPOS`SECOS

    Lágrima sei que sou uma pessoa com poucos estudos talvez não consiga enxergar como a senhora que defende o seu ponto de vista, pois eu já não consigo defender. Quem não sabe ouvir e só sabe difamar quem não concorda com as suas ideias é cego manda apupos para a multidão não sabe conviver não deve frequentar a net etc etc e a sra faz estes comentários quer mudar o mundo? Eu tambem gosto da minha democracia a sua e a dos governantes do nosso concelho, que fique com ela. Coma e beba.

  33. Lagrima

    Sr. Papo Seco querer mudar o Mundo para melhor não é algo errado. Se todos escutássemos a opinião dos outros e argumentássemos com a nossa, pacificamente, o Mundo seria um local muito melhor para se viver. Assim, alguns limitam-se a andar por aí, dando ares de sabichões, quando nem da sua própria cabeça dão conta. Quando disse que o Sr. não sabia escrever não o queria ofender, apenas alertá-lo para o facto, pois de certo pode melhorar esse ponto e assim talvez possa entender melhor a sua forma de pensar. Não se enerve pois o fermento do Papo Seco pode azedar.

  34. saloia

    mosse na percebo isto a lágrima escreve aqui como se fosse tudo dr com canudo será que me enganei e isto é BELÉM? (Quem é você para saber qual o lado errado de alguma coisa) isto é vaip não é? soa-me a tia de Lisboa com as manias que são mais que alguém. enfim….sabe uma coisa sra lágrima eu limpo algumas casas de srs que dizem muito essas palavras difíceis….na percebo sou inculta… mas pondo tudo na balança eu ganho. Sei fazer o que elas não sabem sou educada e respeitadora coisa que não o são…..ha tanta trampa dentro de casa mas cá fora e tudo grande! Permita-me um aparte: A sra é igual tal como eu a todo o mundo, ao pedinte ao ladrão, ao doutor! palavras bonitas mais cultura canudos e mestrados nada serve para crescerem grandes homens e mulheres e se fazerem grandes obras! A vida é o meu mestre e tem sido um bom mestre felizmente! Escreva palavras simples nos seus comentários por favor escreva para o povo os incultos como eu….desculpe: Gosta de chocolate? Atreva-se faz milagres!

  35. Lagrima

    Saloia eu sou o ser mais simples que existe. Lamento se passou a ideia de que sou uma pessoa arrogante e de Cascais. Nada disso. Sou bem algarvia, gosto de beber e comer, digo palavrões e detesto pessoas do jet 7. Por vezes, sem intenção, escrevo de uma maneira mais elaborada, contudo, não é para excluir ninguém, é apenas uma questão de hábito. Quem me dera limpar casas e ser eu mesma. Quem me dera ser livre. Fique bem e tudo de bom para si.

  36. เกมส์

    Hey, you have a great blog here! I’m definitely going to bookmark you! Thank you for your info.

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