Chaminés estão por aí…


Escondidas ou apenas encobertas, mas estão nos seus postos: Nos telhados, ainda restam, as Chaminés!
Tradicionais, cilíndricas, cónicas, paralelipipédicas e compostas como o seu rendilhado de labor delicado (aproveitando telhas e ladrilhos), quase sempre

encoberto agora. Resistem ao tempo, porque como sinais de outros tempos, testemunham esse outro tempo passado e por muitos de nós não vivido…

Inúteis não o serão nunca, não fora existirem parentes suas, modernaças, e mais adaptadas à modernidade que convivem em tal número em pequenos espaços, tornando os telhados dos edifícios em ameias de castelo…

Merecem ser reparadas e mantidas na medida do possível estas obras únicas, feitas para a circunstância e ao sabor da vontade do mestre pedreiro que as modelou, colando pacientemente tijolos e ladrilhos à massa de cal, barro e cimento.

As Chaminés Algarvias que ainda resistem nos telhados de Loulé vão ser objecto de busca e divulgação do “sebastião”. Será uma singela homenagem nossa à Dona Liberdade da Drogaria Liz !!!

9 comentários

Filed under Algarve, Blogosfera, Fotografia, gente, Loulé, Património, S. Sebastião, ssebastiao

9 responses to “Chaminés estão por aí…

  1. Pedro Inácio

    Não é de chaminés que venho falar, mas até podia ser, o assunto são árvores. Passei há pouco pelo futuro hospital (ou cliníca)de Loulé e perante o aparato de viaturas e pessoas consegui ver que estão a colocar árvores no local onde estavam as outras. Não são iguais, mas são árvores, parece que serviu de alguma coisa o protesto.

  2. palma

    Caro Almeida: ainda bem que falas deste tema um tanto esquecido do nosso Algarve. Elas também como muitas árvores têm sido alvo de destruição umas vezes porque não pode ser de outra maneira e outras por falta de sensibilidade das pessoas que mandam restaurar as casas (o que geralmente não acontece com os estrangeiros que cá habitam) valha-nos isso. Sugiro que fales com a nossa amiga Maria João que poderá dar um contributo interessante na continuação deste post e em relação às tais chaminés (miniaturas) que D. Liberdade tinha à venda no seu estabelecimento, encerrado infelizmente para sempre.

  3. Isabel

    Afinal deitaram as quase centenárias árvores abaixo no antigo Hospital, apenas por falta de orientação e desleixo? Parece bem que sim. Matar umas para colocar outras. Se é como diz o Pedro Inácio as vozes que se levantaram serviram de alguma coisa. Afinal os blogs que o Snr. Presidente da Junta detesta estão servindo para ajudar a melhorar um pouco a cidade.

  4. Lagrima

    Boa noite Sr. Almeida. O património é uma das peças fundamentais da cultura de cada povo e região. O Algarve entre outros “símbolos” patrimoniais tem esse grandioso espólio que são as chaminés. Como bem disse urge tomar atitudes no sentido da sua conservação para que se mantenham imponentes perante as gerações vindouras. Cabe às autoridades não as considerar meros atributos para atrair o turismo ou apenas pormenores de uma arquitectura mais vasta. Cada uma das chaminés tradicionais que resta nos telhados das casas louletanas deve ser vista como um exemplar único de criação artística cuja salvaguarda é eminente. Como o Sr. Palma salientou muitas vezes são os próprios proprietários que permitem a sua destruição em prol de algo mais moderno e que seja justamente uma antítese do tradicional. No entanto, cabe também ao poder local educar as pessoas no sentido do respeito pelo património que sendo algo universal não deve estar sujeito aos devaneios de cada particular só porque constitui parte da sua propriedade. Congratulo esta iniciativa do “sebastião” e considero justíssima a homenagem à D. Liberdade com quem nunca privei mas apenas por uma questão de idades e de desencontros. Bem hajam e boa semana para todos. Carpe Noctem!

    Post Scriptum: Referência para o programa “A Alma e a Gente” de hoje que incidirá sobre o concelho de Loulé. Passa na RTP2 às 19h45m sensivelmente.

  5. Santos

    No jornal do Snr. José Maria Barros, hoje já não se sabe de quem é visto que nem Director possui, vinha uma notícia bombástica para os tempos que correm. Com fotografia e tudo lá vinha explicando que o Dr. Bota já levou com a vacina para a gripe que anda por aí a apoquentar muita gente. Pergunto eu se já falaram ou perguntaram alguma coisa à Snr. Naicinha da mercearia ou ao Snr. Joaquenito da
    loja e produtos secos? Espero pelo próximo número para espreitar num dos quisoques que vendem o jornal.

  6. Algarvio

    Aproveito para informar que embora não seja assinante do jornal do Snr. José Maria sempre leio aqui ou ali algumas coisas. Chamo a especial atenção para os artigos do João Chagas Aleixo sobre o António Aleixo e também os do Dr. J.M. Pinto Serra. Uma boa noite.

  7. Abel Silva

    Como Algarvio, há muitos anos que me interesso pelas chaminés algarvias, qua considero uma das três manifestaões mais marcantes do artesanato algarvio, no âmbito da construção, juntamente com as platibandas e as cantarias.

    Assim, e vendo que as típicas chaminés iam desaparecendo em ritmo acelerado, substituídas por chaminés em betão, pré-fabricadas e vendidas em qualquer fabriqueta de beira da estrada, resolvi fazer uma recolha fotográfica de chaminés ainda existentes em casas em ruinas ou abandonadas.

    Esta tarefa, que tem ocupado grande parte dos meus tempos livres, especialmente desde 1997, já me permitiu a recolha de mais de 500 exemplares, desde Martinlongo a Sagres e desde Aljezur a V. R. S. António.

    Algumas delas já desapareceram, por ruina ou demolição, mas outras, felizmente, foram recuperadas.

    Neste momento, continuando a recolha, estou em fase de localização por geo-referenciação, com a ajuda da Carta 1/25000 do IGeoE e do Google Earth, das que já havia recolhido há mais tempo, porque as mais recentes já recebem esse “tratamento”, e estou a começar uma base de dados das chaminés “capturadas”.

    O meu sonho seria a criação do Museu da Chaminé, assim me ajudasse o “S. Euromilhões”.

    Vamos fazer tudo para que as nossa Chaminé não se extingam, como já foi extinta a chaminé “oficial” da Região de Turismo do Algarve. Lembram-se?

  8. Abel; é prestimoso o seu esforço de paixão e com o humilde contribuição do “sebastião” pode o amigo contar.
    Estamos a dar os primeiros passos na utilização do GPS mas, logo que capazes, referênciaremos todos os exemplares que encontrarmos!~
    Na verdade as Platibandas e seus motivos ornamentais, além das Portas, constituem elemento marcante e individualizador da Arquitectura Tradicional Algarvia que precisa ser defendido e divulgado.
    Conte connosco!

  9. kavako

    As chaminés algarvias têm influência árabe. Veêm-se em muitas vilas, aldeias e cidades mas especialmente em Querença e Monchique é que se veêm as mais bonitas chaminés do Algarve. Normalmente as chaminés situava-se na casa do forno onde se fazia as refeições. Em tempos a chaminés também eram um sinal de presença nas casas ou indício do estado do tempo e do local onde era marcado a data de construção da casa.
    No Algarve não há chaminés iguais fossem mais ou menos elaboradas. A cor abundante era o branco da cal. Mas também se utilizava outras cores, na estrutura das casas e no ar de minaretes das chaminés que adornam os telhados. Mais pura utilidade da chaminé algarvia e o papel ornamental (trabalho decorativo) sendo prova das duas chaminés nas casas do campo.

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