Mais Aleixo!


A mão esquerda dos amigos,
É a que mais se aproveita;
Porque os cagalhões e os figos
Apanham-se com a direita.

Enquanto o Maestro dirige
A batuta com acerto;
Dá tempo que a gente mije
E cague para o concerto.

Um coelho barrocaleiro
Vale um dia de trabalho,
Vendido por este dinheiro,
Óh, que negócio do caralho!

Pára-raios nas Igrejas
É para mostrar aos ateus
Que os crentes por mais que o sejam
Não têm confiança em Deus.

António Aleixo

9 comentários

Filed under gente, Loulé, Poesia, ssebastiao

9 responses to “Mais Aleixo!

  1. Lila

    Mais de ALEIXO nunca é demais …

  2. bruxinha voadora

    Boa Almeida estas quadras do Aleixo caem que nem ginjas para alguns comentários manifestados por aqui e como eu hoje estou com a neura e como sou livre de dizer o que penso e os drs desta terra ou de outra qualquer não me assustam nada, finalmente descobri o motivo de tanta árvore ir abaixo,querem saber qual? Falta de pau! há falta de pau em Loulé! por isso tanto abate e tanta defesa do mesmo! SR PRESIDENTE DA CÂMARA o sssssssssr falhou, ganhou mas continua a falhar onde está a sua palavra para com os LOULETANOS? O SR sabe bem o que promete e não cumpre e lembra-se bem da nossa conversa, mas vamos-nos voltar a encontrar e posso garantir-lhe o que julga ser o seu triunfo será o seu fracasso aproveite enquanto pode, voltar ao que o sr era antes……já não, clínica privada! desculpe hospital! Não será o seu futuro poderá poisar mas…. encontramo-nos mais tarde dr! Entretanto aproveitem os paus desfrutem!

  3. Lagrima

    Não havia nada mais parolo no baú?

  4. Nina

    Essas são as tais quadras que numa noite há tempos o João Paulo Aleixo terá dito que pessoas de Almancil ouviram ao poeta?

  5. Castelão

    Puxa, que a Bruxinha voadora veio terrível, qual Maga Patológica. Mas se aquilo é dito com o coração e sem hipocrisia dou-lhes os meus parabéns e que a chuva que aí vem lhe faça passar a neura. Afinal estamos em Loulé no ano de 2009 e foram estes os politicos que os louletanos escolheram. Problema deles e desgosto nosso.

  6. Dona

    Grande Aleixo, António. As pessoas ficam ainda em estado de choque quando ouvem ou leem um palavrão. Tudo fingido. Será que este pessoal nunca os diz? Já o mesmo é com as escutas do Sócrates. Está tudo à espera que ele tenha dito uma bacorada qualquer como se ele não fosse um homem normal. Como se as Mouras Guedes, os Marcelos, os Jerónimos, os Louçãs e outros, no privado em casa ou ao telefone, só falassem de santidade, de oração e de virgindade. A grande hipocrisia infelizmente faz ainda parte da nossa sociedade. Tudo uns fingidos. Que apagada e vil tristeza.

  7. Quatrim Agosto

    Mais do Aleixo:

    (Mote)

    Fui uma noite pintar
    Com um caneco emprestado;
    Eu pintei sem reparar
    Pintei e fiquei pintado.

    (Glosas)

    Eu comecei com jeitinho
    A compor o ramalhete;
    Primeiro foi com azeite
    E depois foi com cuspinho.
    No começo era estreitinho,
    Custava o pincel a entrar …
    Começa a dona a gritar;
    “Não me parta a tigelinha”,
    Mas que coisa engraçadinha,
    Fui uma noite pintar…

    Comecei devagarinho…
    Quando fui ao outro mundo
    Meti o pincel ao fundo
    E parti o canequinho.
    Até mesmo o pincelinho
    Veio de lá todo pintado,
    Eu já estava desmaiado,
    Perdendo as cores do rosto;
    Mas pintei com muito gosto
    Com um caneco emprestado.

    Vem a mãe toda zangada:
    “Tem que pagar-me a vasilha …
    No caneco da minha filha
    Não pinta você mais nada…
    …Lá isto, a moça deitada,
    Sem poder-se levantar,
    Com tanta tinta a pingar
    No lugar da rachadela! …
    «Diga lá, que desculpe ela,
    Eu pintei sem reparar!»

    P´ra que vejam que sou pintor
    E meu pincel nunca deixo;
    P´ra que saibam que o Aleixo
    Não é somente cantor …
    Também pinto qualquer flor
    E faço qualquer bordado;
    Mas aqui o ano passado,
    Perdi, de pintar, o tino…
    Fui pintar, fiz um menino,
    Pintei e fiquei pintado.

    in Este Livro Que Vos Deixo
    2ºVol, Pag.90, 9ª Edição

  8. Lagrima

    Só que uns têm mais falta de pau que outros. Julgam que as suas carências são as de todos os louletanos. Oh quanta ignorância e parolismo. E o tom ameaçador fica mesmo a matar. É a cereja no topo do bolo da parvoice. Fazer o quê? Sai um ignorio.

  9. INRI

    Quando passo por aqui, reparo que existe pessoas incomodadas com o que aqui se escreve, e até prometem responder só a pessoas mais cultas (intelegentes). Para supresa minha observo que responde a todos os comentarios. Se não gosta do Aleixo, aceito mas não precisa julga-lo. O Aleixo foi um poeta popular que relatava as suas histórias em versos, mas também temos o Camões que precisou de uma Louletana (nasceu no concelho) que o inspirou para escrever os Lusíadas. Esta não estava no bau estava no sotão. Bom fim de semana para todos os visitantes do blog.

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