Voltando ao “olho do vulcão”!


Em Dezembro de 2oo7 escrevemos este lamento (ver link)

Pois passaram dois anos e nada melhorou quanto ao património artístico confiado à Autarquia.

Poderemos até dizer que na área da produção artística, quando aparece a mão Municipal, tudo piora… senão vejamos estes exemplos recentes:

1 – Os artistas plásticos que disponibilizaram o seu trabalho para a exposição de Artes Plásticas do Festival Med 2009 e o viram desaparecer (3 obras), descobriram que não fora feito seguro e que a vigilância do recinto não tinha a incumbência de as proteger!!!(?). Os roubados denunciaram, individualmente, às autoridades o desaparecimento sem que o Promotor desse a cara e não viram, até hoje, o rasto do seu trabalho;

2 – O notável louletano Luís Furtado expôs na Cidade, após muita insistência, a sua mestria em óleo naturalista e aguarela e, não fora a acção escolar que aproveitou bem a exposição, muito pouca memória restaria da passagem de tão importante trabalho. A razão está na quase nula divulgação. Os catálogos, impressos em pequena quantidade, nem chegaram para todos os visitantes;

3 – O memorial produzindo e pago pelos amigos do casal Batalim, quando do seu fatal acidente rodoviário, tem sido tratado como um incómodo objecto urbano. Nele só tendo sido feitas intervenções após intensa denúncia neste blog e, apesar disso, encontra-se profundamente danificado, carecendo de nova acção de limpeza.

Mas o “olho do vulcão” não está neste factos, embora possa ser reflexo da forma como este poder vê a Arte e o Património.

Sendo o Bailarico e a Romaria de multidões o trunfo do poder tudo o que é perene e não imediato, tudo aquilo que é cultural e sensível fica a aguardar o episódio mediático que possa dar “tempo de antena” ao titular do armazém onde se encontra armazenado o acervo mesmo que na ocasião o político apenas profira banalidades sobre desígnios que ninguém verifica…

Há de tudo! Apanhando pó ou embelezando gabinetes! Obras de arte, espólio de individualidades e artesãos ou indústrias cujo inventário é uma lástima, encontrando-se inventariados como posse camarária objectos encomendados que nem pagos foram!!!

Aquilo que o “sebastião” solicita é simples: Que seja dado a conhecer o acervo municipal!

Tal pode ser feito de duas formas:

1 – Exposições temporárias;

2 – Criação do Museu da Cidade!

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Filed under Arte, Cidadania, Ensino, gente, Loulé, Opinião, Património, ssebastiao

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