19 anos à frente: a Invicta republicana!


Gravura publicada na Illustração: revista universal impressa em Paris, 1891, vol. 8 Imagem: colhida em "Portal da História"

Relata a RTP… (veja o filme!)

Consta na Wikipedia o seguinte (excerto):

“As figuras cimeiras da “Revolta do Porto”, que sendo um movimento de descontentes grassando sobretudo entre sargentos e praças careceu do apoio de qualquer oficial de alta patente, foram o capitão António Amaral Leitão, o alferes Rodolfo Malheiro, o tenente Coelho, além dos civis, o dr. Alves da Veiga, o actor Verdial e Santos Cardoso, além de vultos eminentes da cultura como João Chagas, Aurélio da Paz dos Reis, Sampaio Bruno, Basílio Teles, entre outros.

O acontecimento

A revolta tem início na madrugada do dia 31 de Janeiro, quando o Batalhão de Caçadores nº9, liderados por sargentos, se dirigem para o Campo de Santo Ovídio, hoje Praça da República, onde se encontra o Regimento de Infantaria 18 (R.I.18). Ainda antes de chegarem, junta-se ao grupo, o alferes Malheiro, perto da Cadeia da Relação; o Regimento de Infantaria 10, liderado pelo tenente Coelho; e uma companhia da Guarda Fiscal. Embora revoltado, o R.I.18, fica retido pelo coronel Meneses de Lencastre, que assim, quis demontrar a sua neutralidade no movimento revolucionário.

Os revoltosos descem a Rua do Almada, até à Praça de D. Pedro, (hoje Praça da Liberdade), onde, em frente ao antigo edifício da Câmara Municipal do Porto, ouviram Alves da Veiga proclamar da varanda a Implantação da República. Acompanhavam-no Felizardo Lima, o advogado António Claro, o Dr. Pais Pinto, Abade de S. Nicolau, o Actor Verdial, o chapeleiro Santos Silva, e outras figuras. Verdial leu a lista de nomes que comporiam o governo provisório da República e que incluiam: Rodrigues de Freitas, professor; Joaquim Bernardo Soares, desembargador; José Maria Correia da Silva, general de divisão; Joaquim d’Azevedo e Albuquerque, lente da Academia; Morais e Caldas, professor; Pinto Leite, banqueiro; e José Ventura Santos Reis, médico.

Foi hasteada uma bandeira vermelha e verde, pertencente a um Centro Democrático Federal. Com fanfarra, foguetes e vivas à República, a multidão decide subir a Rua de Santo António, em direcção à Praça da Batalha, com o objectivo de tomar a estação de Correios e Telégrafos.

No entanto, o festivo cortejo foi barrado por um forte destacamento da Guarda Municipal, posicionada na escadaria da igreja de Santo Ildefonso, no topo da rua. O capitão Leitão, que acompanhava os revoltosos e esperava convencer a guarda a juntar-se-lhes, viu-se ultrapassado pelos acontecimentos. Em resposta a dois tiros que se crê terem partido da multidão, a Guarda solta uma cerrada descarga de fuzilaria vitimando indistintamente militares revoltosos e simpatizantes civis. A multidão civil entrou em debandada, e com ela alguns soldados.”

Proclamação da República (que durou uma manhã) pelos Revoltosos de 31 de Janeiro.

Escreveu o historiador Joel Serrão que a Revolta, “foi efectivada por sargentos e cabos e enquadrada e apoiada pelo povo anónimo das ruas e foi hostilizada ou minimizada pelos oficiais, pela alta burguesia e até pela maior parte da inteligência portuguesa.”

1 Comentário

Filed under Ensino, História, ssebastiao

One response to “19 anos à frente: a Invicta republicana!

  1. Reproduzimos aqui o comentário do “sebastiao” deixado no vizinho “Nova Louletania” ( http://www.louletania.com/ ) a propósito da Implantação da República:

    “República é, hoje, como a Liberdade. Ambas existem, como tal existindo e sendo reais, pouco espaço ocupam nas preocupações humanas, são conquistas!
    Conquistas sim, mas já distantes de muitos dos que, encontrando cumpridos os Direitos por elas garantidos, ignoram a Dor e o Sofrimento daqueles, que com Imaginação e Humanismo, por elas lutaram.
    Vai ser difícil que as Comemorações deste Centenário da República não sejam vistas pela Maioria como um “fait divert” de Intelectuais e Historiadores… assim como se a Própria República não estivesse a precisar de “novo fôlego”. E está!
    Cabe aos Blogues a tarefa de Informar-Formando e com isso criar alguma “massa crítica” para que não fiquemos, apenas, pela Fanfarra habitual!”

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