Projecto “Charme”… Esclarecimento! – Actualizado.


Realiza-se no próximo dia 15 de Abril, pelas 18h00, na Sala da Assembleia Municipal, Edifício Engº Duarte Pacheco, uma sessão de esclarecimento sobre o Projecto CHARME Loulé, promovida pela Autarquia e pela Universidade do Algarve…

Porque achamos de vital importância a revitalização do Centro Histórico por via da Recuperação das actividades que nele se desenvolviam, que constituíram motor da sua dinâmica passada,  por este ser um pensamento estratégico há muito defendido pelo “sebastião” e ainda porque a nossa ideia de Património integra a Componente Humana, apelamos a todos, que tenham ideias e curiosidade, que compareçam e contribuam para que neste caso não conte apenas a visão Autárquica!

Estivemos lá!

E assim, com conhecimento de causa, deixamos o balanço daquilo que foi e a projecção daquilo que pode vir a ser:

Uma assembleia mais para o vazio, maioritariamente constituída por funcionários autárquicos das divisões relacionadas com o projecto: Cultura, Planeamento e Reabilitação Urbana; alguns (poucos) proprietários; agentes culturais; técnicos independentes de arquitectura e políticos locais (muito poucos). Ressaltou  ausência da Comunicação Social (apenas “O Louletano” lá entrou!).

O docente da Universidade do Algarve fez a apresentação do projecto que visa fomentar a instalação de empresas de Indústria Criativa por via de selecção num “Concurso de Ideias” para o qual é necessário constituir uma “Bolsa de Arrendamento” no Centro Histórico de Loulé; o que, de resto, foi a justificação central desta sessão.

A arquitecta Sofia Pontes ofereceu o auxílio da Divisão de Reabilitação Urbana mas recusou qualquer programa de financiamento autárquico à recuperação de imóveis na área prevista pelo programa remetendo esse financiamento para os programas nacionais em vigor. Não respondeu às questões colocadas sobre o Ordenamento e Defesa do Património Arquitectónico e sobre o Investimento directo da Autarquia para melhorar as Infraestruturas existentes.

Complementando esta técnica, o vereador Joaquim Guerreiro admitiu ser o Festival Med a alavanca desta ideia e considerou que existe em toda a parte “um custo a pagar” para aceder ao Centro da Cidade (não entendemos!!!) Mas informou ser, pessoalmente, contra “barreiras à circulação”!. Contudo, ao afirmar que “as pessoas gostam do Med!” e que “o Med já foi julgado!”, demonstrou não ter preparado este dossier além daquilo que quer no recinto ver realizado…

Deverá saber que no “Centro Histórico” tem que haver mais vida além do Med, pensamos nós!

A Dra Esperança de Sousa, enquanto proprietária de um imóvel devoluto e muito degradado, dando exemplos de Lisboa e do Porto, solicitou mais apoio da Autarquia na reabilitação de imóveis situados no Centro Histórico, não obtendo qualquer garantia suplementar ao apoio que tem recebido por parte dos técnicos da Divisão de Reabilitação, nem tão pouco na elaboração do Projecto de Licenciamento!

O “sebastião”, que teve a possibilidade de colocar perguntas aos oradores, conclui que nesta primeira sessão a Câmara Municipal trouxe muito pouco de seu para dar e, se quer que o “Charme Loulé” avance vai ter que se envolver muito mais, elaborando um conceito credível que contemple uma visão do espaço público valorizado que possa acolher investimento de empresas e senhorios.

Se o não fizer, mau grado a qualidade do Departamento da Universidade do Algarve, face à crise e incerteza da economia com a Banca a serrar o crivo, estaremos perante uma “ideia permaturamente morta”!

Finalmente, para que se entenda esta reportagem, desejamos afirmar a nossa disponibilidade para contribuir para a Criação de Vida Quotidiana Autêntica no Casco Histórico Medieval de Loulé, no qual deve ser travada a ocupação de imóveis por serviços autárquicos, devolvida vida com residentes, artífices e serviços, combatendo a desertificação e a insalubridade deste contexto patrimonialmente importante para a interpretação das raizes históricas da urbe desde a sua Islâmica fundação!

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