Prescinda de algo!


Ouvimos o discurso, em particular as referências à repartição das dificuldades, assim e porque queremos ver da sua parte uma prova de que será modelo de virtudes nesta fase difícil da Economia (matéria em que Vª Exª é mestre), tornando o País sustentável…

Aguarda o País ouvir de sua boca quanto recebe mensalmente Vª Exª, e se não fôr ousadia excessiva, quanto está disposto a prescindir?

Em justiça quem está aposentado, cessa esse direito quando retoma a vida activa, auferindo uma parcela desse direito suspenso por vontade própria… pelo menos é o que sucede com os restantes portugueses, o Sr. sabe isso muito bem!

É bom que esclareça e resolva esta dúvida, sendo coerente, ou se acaso, está interessado em voltar a apresentar-se como candidato a Presidente.

12 comentários

Filed under Cidadania, Eleições, gente, Opinião, Política Nacional, ssebastiao

12 responses to “Prescinda de algo!

  1. Santos

    Os ouvidos do tal senhor não estão preparados para todas as perguntas. Algumas não atingem o ouvido interno.

  2. Telmo

    Foi no tempo de Cavaco Silva que se chegaram a dar reformas a gente com 45 anos. Um regabofe. E depois o homem que está à sua direita é que engole as favas todas. Estava à vista que um dia havíamos de pagar este faval cavaquista. Nessa altura corriam milhões todos os dias da CEE. Coisa conseguida pelo Tio Mário e dada de mão beijada ao 1º Ministo Aníbal. Coisas e loisas que muitos já esqueceram. Telmo -Serpa

  3. Poetisa Serrana

    Este Senhor Professor
    Que tanta reforma lhe dão
    Dá lições de alta moral
    Mas perdem-se todas no chão!

    Quem acredita em discursos
    Mastigados e sem sentimento
    Para ganhar alguns votos
    É preciso tanto lamento ?

  4. Olho Vivo

    Pormenores que escaparam aos jornalistas.
    O Bloco de Esquerda – fazendo lembrar organizações de outro tipo – reivindicou os apupos a José Sócrates, no 10 de Junho, documentados nas televisões de ontem e nos jornais de hoje.
    A avaliar pela foto com que ilustram a reivindicação, era visível a olho nu que se tratava de uma manifestação organizada. Toda a gente o percebe. Toda a gente, menos os jornalistas.

    posted by João Magalhães @ 11.6.10

  5. pedroto 2

    Foi um discurso de mera campanha eleitoral. Mais uma vez o Presidente da República apresentou-se “cansado” e sem nada a acrescentar à situação actual do país.
    É sempre a mesma ladainha… é preciso isto, é preciso aquilo… como político, Cavaco não é exemplo para ninguém, foi o governante que mais contribuiu para as injustiças sociais que se foram acentuando ao longo das últimas décadas. Como cidadão português, ainda por cima, com responsabilidades acrescidas não tem nenhuma autoridade moral para dizer o que diz. Pede esforços, sacrifícos… mas quem? Ao desgraçado do zé povo?!
    Começa por cortar nos teus rendimentos ó presidente! Eu ainda me lembro dos teus ganhos em acções do BPN, devido a informação privilegiada claro está. Vá lá, devolve esse dinheiro ao povo!
    E as tuas reformas?! Ah… afinal não são 3, são só 2 diz ele em comunicado oficial da presidência… é preciso ter uma latosa!
    E assessores quantos tens? Até a fadista anda a “mamar”, quanto é a avença dela?
    No dia de Camões e de Portugal, estes tipos deviam ter vergonha de sair de casa! – Pedro Silva em TVI 24

  6. Janeca

    O Pedroto tem razão. Prescindir de algo? Acho que o nosso Presidente faria bem em reformar-se e estar junto da família que é aliás se calhar o único lugar onde ele está bem. De resto parece sempre incomodado, sempre com receio de dizer algo que não esteja correcto.

  7. Macaupoll@gmail.com

    É um homem que apesar de bajulado pelos seus simpatizantes não mostra ter gosto pelo lugar apesar da vaidade que estes postos trazem às pessoas. Não tem a preparação que outros demonstraram. Esperemos que a cadeira seja preenchida por outro. Portugal precisa de um grande Presidente. Tenho pena de dizer isto mas é o que sinto e o que tenho observado. Macau

  8. junior

    Dá para acreditar? Li há pouco “Nas Vozes dos outros” o seguinte:
    Segundo dados da OCDE 3,7% dos jovens* em Portugal são doutorados. Em segundo lugar temos a Suiça com 3,3, a média da UE (apenas os 19 que pertencem à OCDE, logo os mais desenvolvidos) está nos 1,9%, e entre os países desenvolvidos é de 1,5. EUA, Itália e Espanha têm 1,5%, 1,3% e 0,9% respectivamente.

    As notícias boas não ficam por aqui, Portugal onde há mais mulheres relativamente ao número de homens a acabar o doutoramento. Elas 61,2% do total contra uma média de 44,3%.

    É caso para dizer Fantástico Melga! Júnior

  9. Jota

    Eu já desconfiava, agora fico com a certeza de que este é mesmo um País de “Doutores”.

  10. O antigo ministro Catroga à saída do Governo encontrou uma vaga com horário 0% numa Universidade da sua área de saber (foi publicado em Diário da República, não como negar!), uma compensação pelo sacrifício em prol da Nação!
    O Sr. Presidente, homem trabalhador, durante o mesmo tempo, foi quadro do Banco de Portugal, Docente na Universidade Nova de Lisboa e Primeiro Ministro!!!
    Três reformas principescas capitalizou, a elas somou o “modestíssimo” salário Presidencial e alcavalas compatíveis com o cargo… Coisa pouca e inocente para quem não tem culpa nenhuma do descalabro a que o País chegou. (?????)
    Fez saber que abdicou da pensão de Primeiro Ministro exercida durante 10 anos… pudera, tudo faria para apagar esse negro período da sua vida política, mas não chega para nos apagar tal memória!
    Um mais que certo candidato à Presidência tem que mostrar e provar muito mais, sobretudo, quando pede mais sacrifícios aos portugueses do que aqueles que aceita fazer!
    Mais grave ainda: Não esclareceu com se viu remunerado, em tempo, das aplicações no BPN, cuja falência viria a agravar as Finanças do País e provocar tanta perda de Poupanças Familiares! Aqui não houve solidariedade?
    Isto é, a nosso ver, mais grave que qualquer Freeport ou Face Oculta, é uso de Informação Estratégica e Reservada em Proveito Próprio!

  11. Sardinha

    Lembram-se do antigo PM Vasco Gonçalves com as suas ocupações de empresas e Herdades com cortiça para tirar e muito gado, bancos e muito mais? Pois bem foi o actual PR que vendeu as empresas ou já não se lembram? Não as entregou aos donos. Para as próximas eleições ele que coloque as reformas que tem de PM, do Banco de Portugal e Da Universidade mais o ordenado de PR, nos outdoors da sua campanha, tudo isto somado tem um vencimento razoavel para não sentir a crise. A unica classe que pode ter uma ou mais reformas diria grandes reformas estar no activo e ter vencimentos é a dos politicos, e o Zé povinho que espere pelos 65 anos para lhe darem os misérimos euros por mês. O Sr PR devia de pensar mais como português porque como algarvio nunca pensou, e sentir o que o povo sente mas só se interessam pela qualidade de vida própria, quando é que terminamos com estes abusos politicos. Digam-me qual foi a obra que o nosso PR fez no Algarve? Só se foi a sua casa de ferias.

  12. Sardinha

    URBANO TAVARES RODRIGUES
    Pertenço a uma geração que se tornou adulta durante a II Guerra Mundial. Acompanhei com espanto e angústia a evolução lenta da tragédia que durante quase seis anos desabou sobre a humanidade. Desde a capitulação de Munique, ainda adolescente, tive dificuldade em entender porque não travavam a França e a Inglaterra o III Reich alemão. Pressentia que a corrida para o abismo não era uma inevitabilidade. Podia ser detida. Em Maio de 1945, quando o último tiro foi disparado e a bandeira soviética içada sobre as ruínas do Reichstag, em Berlim, formulei como milhões de jovens em todo o mundo a pergunta «Como foi possível?» Hitler suicidara-se uma semana antes. Naqueles dias sentíamos o peso de um absurdo para o
    qual ninguém tinha resposta. Como pudera um povo de velha cultura, o alemão, que tanto contribuíra para o progresso da humanidade, permitir passivamente que um aventureiro aloucado exercesse durante 13 anos um poder absoluto. A razão não encontrava explicação para esse absurdo que precipitou a humanidade numa guerra apocalíptica (50 milhões de mortos) que destruiu a Alemanha e cobriu de escombros a Europa? Muitos leitores ficarão chocados a por evocar, a propósito da crise portuguesa, o que se passou na Alemanha a partir dos anos 30. Quero esclarecer que não me passa sequer pela cabeça estabelecer paralelos entre o Reich hitleriano e o Portugal agredido por Sócrates. Qualquer analogia seria absurda. São outros o contexto histórico, os cenários, a dimensão das personagens e os efeitos. Mas hoje também em Portugal se justifica a pergunta «Como foi possível?» Sim. Que estranho conjunto de circunstâncias conduziu o País ao desastre que o atinge? Como explicar que o povo que foi sujeito da Revolução de Abril tenha hoje como Primeiro-ministro, transcorridos 35 anos, uma criatura como José Sócrates? Como podem os portugueses suportar passivamente há mais de cinco anos a humilhação de uma política autocrática, semeada de escândalos, que ofende a razão e arruína e ridiculariza o Pais perante o Mundo? O descalabro ético socrático justifica outra pergunta: como pode um Partido que se chama Socialista (embora seja neoliberal) ter desde o início apoiado maciçamente com servilismo, por vezes com entusiasmo, e continuar a apoiar, o desgoverno e despautérios do seu líder, o cidadão Primeiro-ministro? Portugal caiu num pântano e não há resposta satisfatória para a permanência no poder do homem que insiste em apresentar um panorama triunfalista da política reaccionária responsável pela transformação acelerada do país numa sociedade parasita, super endividada, que consome muito mais do que produz. Pode muita gente concluir que exagero ao atribuir tanta responsabilidade pelo desastre a um indivíduo. Isso porque Sócrates é, afinal, um instrumento do grande capital que o colocou à frente do Executivo e do imperialismo que o tem apoiado. Mas não creio neste caso empolar o factor subjectivo. Não conheço precedente na nossa História para a cadeia de escândalos maiúsculos em que surge envolvido o actual Primeiro-ministro. Ela é tão alarmante que os primeiros, desde o mistério do seu diploma de engenheiro, obtido numa universidade fantasmática (já encerrada), aparecem já como coisa banal quando comparados com os mais recentes.
    O último é nestes dias tema de manchetes na Comunicação Social e já dele se fala além fronteiras. É afinal um escândalo velho, que o Presidente do Supremo Tribunal e o Procurador-geral da República tentaram abafar, mas que retomou actualidade quando um semanário divulgou excertos de escutas do caso Face Oculta. Alguns despachos do procurador de Aveiro e do juiz de instrução criminal do Tribunal da mesma comarca com transcrições de conversas telefónicas valem por uma demolidora peça acusatória reveladora da vocação liberticida do governo de Sócrates para amordaçar a Comunicação Social. Desta vez o Primeiro-ministro ficou exposto sem defesa. As vozes de gente sua articulando projectos de controlo de uma emissora de televisão e de afastamento de jornalistas incómodos estão gravadas. Não há desmentidos que possam apagar a conspiração. Um mar de lama escorre dessas conversas, envolvendo o Primeiro-ministro. A agressiva tentativa de defesa deste afunda-o mais no pântano. Impossibilitado de negar os factos, qualifica de «infame» a divulgação daquilo a que chama «conversas privadas». Basta recordar que todas as gravações dos diálogos telefónicos de Sócrates com o banqueiro Vara, seu ex-ministro foram mandadas destruir por decisão (lamentável) do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, para se ter a certeza de que seriam muitíssimo mais comprometedoras para ele do que as «conversas privadas» que tanto o indignam agora, divulgadas aliás dias depois de, num restaurante, ter defendido, em amena «conversa» com dois ministros seus, a necessidade de silenciar o jornalista Mário Crespo da SIC Noticias. Não é apenas por serem indesmentíveis os factos que este escândalo difere dos anteriores que colocaram José Sócrates no banco dos réus do Tribunal da opinião pública. Desta vez a hipótese da sua demissão é levantada em editoriais de diários que o apoiaram nos primeiros anos e personalidades políticas de múltiplos quadrantes afirmam sem rodeios que não tem mais condições para exercer o cargo. O cidadão José Sócrates tem mentido repetidamente ao País, com desfaçatez e arrogância, exibindo não apenas a sua incompetência e mediocridade, mas, o que é mais grave, uma debilidade de carácter incompatível com a chefia do Executivo. Repito: como pode tal criatura permanecer como Primeiro-ministro? Até quando, Sócrates, teremos de te suportar? “Como explicar que o povo que foi sujeito da Revolução de Abril tenha hoje como Primeiro-ministro, transcorridos 35 anos, uma criatura como José Sócrates? Como podem os portugueses suportar passivamente há mais de cinco anos a humilhação de uma política autocrática, semeada de escândalos, que ofende a razão e arruína e ridiculariza o País perante o Mundo?”

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