25 anos passados… seremos Europeus?


De todas as Exposições que a Galeria do Convento do Espírito Santo nos ofereceu nestes anos, aquela que mais controvérsia provocou, e estará disponível até dia 18 de Junho, chama-se “1:1”, é da autoria de Christine Henry e consiste num conjunto de Instalações de Objectos Reconhecíveis e do Uso Diário que assumem vocação diversa daquela que seria comum…

Aquilo que na Agenda Municipal foi referido com Exposição de Pintura(?) é uma expressão de Arte Contemporânea no mais puro e académico senso do que pode ser a reconstrução do contexto dos objectos no espaço fruído pelas pessoas!

Não tem, neste caso relevância o número de visitantes (564), relevo tem a polémica que a exposição provocou e nisso foi muito diferente das outras: tocou os visitantes e provocou neles estados de alma, expressos no livro de honra, do qual apresentamos estes exemplos:

Afinal: Seremos europeus e tolerantes ou ainda nos falta ler, ver e aprender para aceitarmos que existe mais gosto além do nosso?

Parece que a Christine Henry está “muito à frente” para Loulé!

15 comentários

Filed under Arte, Blogosfera, Ensino, Loulé, ssebastiao, União Europeia

15 responses to “25 anos passados… seremos Europeus?

  1. palma

    É um pouco dificil para quem está habituado às «normais» exposições mensais que por ali passam. É natural que as pessoas se interroguem e achem que aquilo não é arte. Compreendo de todo. Mas somos mais europeus do que éramos antes da adesão. Palma

  2. Mica

    Para lá das nossas fronteiras há muitissimos europeus que não entendem aquele tipo de arte. Aliás detestam-na. Não tem nada a ver com o sermos portugueses, espanhóis ou franceses. A maior parte deste tipo de exposições são geralmente apreciadas por outros artistas que estudam e fazem arte.

  3. Até pode ser ser que seja forçada a relação que se estabeleceu neste post entre a condição europeia e a compreensão da arte de vanguarda. Sim! Pode de facto forçado exigir da cultura europeia a qualidade e modernidade suficientes para liderarem a produção e consumo de Arte. Mas, em verdade, não fora a qualidade de membro 11ª desta União de paises e, muito dificilmente, Loulé estaria perante este dilema de se pronunciar sobre uma diversa organização de objectos banais e decidir se se trata de Arte ou de Montes de Lixo…
    Em verdade, o que aqui está em causa são sentimentos intímos como Coragem e Tolerância! Sendo justamente esses que fazem falta à Europa para sair desta estagnação política e programática!

  4. Dog pinteur

    Para mim acho arte aquilo para a qual alguns seres humanos foram dotados e por isso mesmo podem levar seis meses ou um ano a fazer para depois nos deslumbrarem.
    Aquilo que vi pelas fotografias qualquer indivíduo (e que tenha algum olho para saber incomodar) como é o caso daquela exposição, há milhões de indivíduos com alguma imaginação que são capazes de fazer e melhor. Arte? Podem chamar arte porque é algo que alguém desta época se lembrou de fazer mas a arte do deslumbrar? Aquilo? Por favor. E depois venham com conversinhas de somos todos uma cambada de atrasados. Pendure o Snr. candeeiros a petróleo numa das árvores aí de S. Francisco e forre a árvore de musgo e terá um louvor e muitos basbaques a dizerem Isto sim é arte! Pffff..

  5. Luís Furtado

    Vamos lá a ver se nos entendemos e sejamos “tolerantes”. Cada um é livre de se expressar como muito bem entender e lhe der na real gana, nomeadamente nas Democracias onde “vale tudo”. Cada um, é o artista que é à sua maneira, quem não sabe ser caixeiro, feche a loja. O atrevimento pode ser tão tolerável como repugnante, tudo depende de como se olha para as coisas. O lixo, para uns, pode não ter qualquer valor, para outros até é um grande negócio. A partir de agora vou guardar o meu para o expor, (de preferência), numa galeria de um dos estados membros da CEE, pode ser que me recebam de braços abertos, já que, (como Português) no meu País, não sou aceite. L.F.

  6. Boa Luís!
    Tudo é relativo, na verdade, neste Mundo de tantos e tão diferentes “egos”!
    A Arte sofre, como muitas outras realidades, o impacto geraccional e as consequências das correntes (ondas) do momento, sendo na verdade necessário ser tolerante para acompanhar todas as novidades ou manifestações… A dita Arte Contemporânea coloca-nos dilemas difíceis de resolver!

  7. Merkhabala

    Hoje em dia qualquer pessoa que consiga encavalitar três cagalhões uns nos outros é logo artista…Esta é daquelas exposições em que o “artista” deveria pagar aos visitantes para eles verem a sua linda “obra”…
    Como diz o outro: “Vai mas é trabalhar ohh, vai fazer alguma coisa d’útil prá sociedade…”
    =)=)=)

  8. Feliz

    Se tivessemos ficado orgulhosamente sós como muitos defendem como estaríamos hoje na pontinha desta Europa? Claro que somos Europeus.
    Mais pobres que muitas outras sociedades do continente mas mais ricos em muitos aspectos. M. Feliz

  9. Aquarela

    Só há uma coisa que eu não entendo. Para sermos tolerantes temos de aceitar tudo o que nos colocam na frente chamando arte?

  10. Aspirina 10

    E aqui estamos metidos na Europa nesta ponta ocidental onde a Inquisição ainda mexe…
    “Marcelo alinha no despautério a que assistimos incrédulos, apenas se preocupa com o calendário mais favorável para ir a votos. Os fins justificam os meios, esta a regra de ouro dos sociais-democratas, ensina o Professor. E é muito útil imaginar o que aconteceria se a CPI dispusesse das escutas para fazer os seus interrogatórios. A visão de um Pacheco a espumar da boca, exigindo a Penedos e Vara que descodifiquem esta frase e aquele nome, humilhando-os com a teatralização de uma superioridade moral implacável, é a imagem mesma da degradação suprema. A política teria desaparecido substituída pela tirania da verdade, a verdade dos acusadores.

    E para quê? Para que serviria essa tortura quando, à volta das escutas, responsáveis e factos desmentem a possibilidade de conspiração? Para destruir os adversários, ora, ancestral pulsão de morte. Acima de tudo, para o Pacheco poder ir para a velhice convencido de que foi ele quem derrubou o formidável Sócrates.”
    Asp. B

  11. isa

    Professor por acaso já reparou no exagero de holofotes que estão colocando no monumento Duarte Pacheco?

  12. Porto

    Quem melhor cama fizer nela se deitará. A exposição é diferente do que temos visto e isso é saudável. Embora eu não tivesse apreciado como outras que já vi acho que positivo é . E muito melhor do que ior para a Capadócia como diz o outro:
    Um presidente de um país dizer que “chegámos a uma situação insustentável” não é só uma frase forte. E, pelo cargo, muito menos se pode considerar impensada ou impulsiva ou juvenil ou irresponsável. Ou é um apelo a um golpe de estado, numa escala que vai do palaciano-constitucional ao do tilintar das espadas, sejam estas pretorianas ou de sovietes ansiosos, ou então expressão da vontade cansada de entregar as chaves desta freguesia ibérica a um questor de Madrid ou Bruxelas. Mas, para sermos menos dramáticos, sem severidade demasiada perante a letra da oratória presidencial, digamos que Cavaco Silva aproveitou este 10 de Junho para confirmar que desistiu, por reconhecimento de incompetência própria, de ser parte da solução do país para passar a ser um dos nervos dos seus problemas. Usando a terminologia que é cara a Cavaco, este passou a integrar os défices da “nossa raça”.

    João Tunes no Vias de Facto

  13. Eva

    Eu sou muito tolerante com esta coisa das artes assim como com a politica. Todos têm o direito de se expressar como bem entenderem desde que não ofendam o parceiro do lado. Se um gosta e outro não gosta isso é coisa que sempre foi e será assim. Quanto à exposição em causa, os fardos do lixo e as camas assim como os colchões não chegaram à minha sensibilidade. Gostaria de ver outras obras de arte de outro tipo que certamente a mesma deve ter feito ao longo dos anos. Só assim poderia dizer se apreciava ou não a sua arte. E v a

  14. Sul

    Estamos naquela encruzilhada em que se discute se a arte podem ser dois montes de lixo atados no centro de uma sala. A arte moderna ultrapassou os limites a que estávamos habituados. Mas continuo a dar valor a um quadro bem pintado ou uma escultura que levou, às vezes, anos a fazer. Naturalmente que o tal monte de lixo pode ter um significado até superior ao tal quadro mas não posso dar o mesmo valor enquanto arte, a o lixo amontoado numa sala e a um quadro de alguém que seja um verdadeiro artista porque também há coisas horrorosas tanto na pintura como na escultura. Talvez outras gerações numa época mais adiante possam dar esse tal valor que os artistas destas instalações pretendem.

  15. Sardinha

    Eu fui ver e até gostei, estou a ver que não perceberam a mensagem que vos foi passada de arte. Esta é a verdadeira arte da reciclagem todos aqueles produtos expostos são para reciclar e não para deitarem em qualquer terreno ou lugar. Uma boa maneira de nos manifestarmos contra as lixeiras que nascem todos os dias nos terrenos juntos a caminhos e estradas menos movimentadas.

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