Fim do “Mito”!


Sr. Eng. Belmiro de Azevedo;

Saiba que Vª Exª é um ratão, financia-se com os inquilinos e despeja-os quando lhe convém…, na verdade é tudo legal (está no contrato) e pronto!

O Sr. já (quase) tudo vende aos seus fiéis clientes, faltava a “bica”…

Durante, quase 20 anos, os seus clientes da loja de Loulé encontraram no “Mito do Café” o lugar de espera e conversa isento de Vª Exª, isso como um reduto libertado, para mais dotado de simpático e nada regulamentado atendimento assegurado por 5 funcionárias (quase todas pequenitas e sempre sorridentes).

Pois agora o Sr. Belmiro também quer ser o nosso pasteleiro, criou o conceito Sonae da “bica e do  pastel”! Por mim tudo bem, aguardo para conhecer mais este produto…!

Mas, se me permite, como velho e frequente cliente, desejo perguntar-lhe se pensou evitar que as 5 funcionárias fiquem “desocupadas” ou se as vai instruir na “cultura empresarial” da Modelo/Continente mantendo o seu posto de trabalho?

É que, como cliente, interessa-me a sua “responsabilidade social”, o seu compromisso com a criação e manutenção do emprego. E, garanto-lhe, neste caso a manutenção deste “staff” na nova loja será um sucesso e um boa jogada sua!

de Vª Exª cordealmente

AA

6 comentários

Filed under Blogosfera, Cidadania, Comércio, Consumo, gente, Loulé, Opinião

6 responses to “Fim do “Mito”!

  1. Belarmino

    Professor faz bem em escrever a esse senhor e abordar tal assunto.
    Pode crer que terá em conta a sua opinião no momento de decidir se ganhar ou não mais 5 cêntimos.
    Você ainda não percebeu que os funcionários são para ele mercadoria de custo elevado e que se precisar de reduzi-la ou pagar menos por ela ele não hesitará um segundo.
    Acorde homem !
    Ainda não percebeu que somos todos instrumentos indispensáveis que lhe alimentam o gozo doentio de concentrar mais e mais dinheiro/riqueza/poder ?

  2. Belmirinha

    Este Belmiro e mais uns quantos homens de dinheiro continuam a engordar à nossa custa. São eles que no fundo geram as crises à sua maneira. Nem são os governos. Pois se os governos lhes caírem em cima eles voltam-se para outros mercados e o país é que perde. Estamos sempre tramados com estes Belmiros e outros portugueses que se dizem amantes da Pátria mas afinal o que eles são amantes é das contas bancárias. Uma corja.

  3. kopas

    Basta olhar para o Jornal Público para se ver que o seu dono é que comanda tudo aquilo. Nestes últimos anos tem sido uma pouca vergonha. A mentira, a desfaçatez sem olhar a quem. Infelizmente temos de viver com esta gente pois são eles os detentores do capital que precisamos para vencer. E eles servem-se disso. Fingem-se amiguinhos do Zé Pagode mas exploram-nos até à medula. Kopas

  4. Camilão

    Outro mito, este louletano, foi o “Quiosque da Camila”. Em Outubro já faz um ano sobre a sua fuga. Muitos louletanos ainda estão em crer que ela volta. Não numa manhã de nevoeiro mas numa qualquer noite destas. Loulé precisa das suas acutilantes crónicas e do seu humor muito peculiar. D. Camila vamos a sair da sombra. Medo de quê? A gente sabe que os homens são vingativos mas que diabo, não vão certamente pegar em armas. A arma da verdade, que era a sua suplantaria tudo isso. Um admirador em nome de muitos outros. Camilão

  5. Zeca

    O Belmiro com o José Manuel Fernandes o tal homem que achava o Bush um grande governante, que achou que a Guerra do Iraque era justa veio agora dizer que o regime de Salazar não foi fascista. A seguir o nosso José Manuel virá defender o Hitler? E foi o Público do Belmiro um jornal de refêrencia em tempos. Que tristeza!
    Qualquer funcionário dos Super’s do Belmiro sabe como ele os explora mas infelizmente precisam de trabalho. Zeca

  6. No fim do “Mito do Café” está contido o fim de um outro “Mito”: O mito Belmiro!
    O mito do “self-made man”, o tal que casou com a filha do patrão e construiu um império… O “homem Sonae” inovador e grande “capitão da indústria”; mais rico da Nação, que se fez amigo e brigou com todos os Governos que conheceu; o que deu lições de “cultura empresarial” e “liderança”; enfim, esse!
    Esse (não sendo o único) de quem se esperava energia para retirar o País da crise de criatividade e de iniciativa geradora de emprego e incrementadora da produção que pudesse impulsionar o PIB e descolar-nos da definhação económica… Esse “crâneo” murchou e remeteu-se à mais cruel e simplória lógica exploradora da mão-de-obra, pratica a plena conversão da força de trabalho e a máxima redução dos salários; introduz de forma clara ou disfarçada os têxtil e artefactos produzidos em paises que não cumprem os mais primários direitos universais; expande a sua área de negócio a todas as actividades locais existentes; aproveita trabalho saxonal de estudantes remunerando-os humilhantemente sabendo que, mesmo desse modo, lhe agradecem porque não encontram mais nada com que possam ajudar as suas famílias!
    Declaro a Morte do “capitão da Indústria”! Aliás nem sei se em Portugal se fabrica, hoje, Tabopan ou termolaminado (chame-se ele Fórmica ou qualquer outra coisa…), mas sei que foi daí (de Amarante) que o Sr. Eng. partiu para o seu reinado!
    A desgraça é que temos tão maus políticos como maus Empresários!!!

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