125 / Via do Infante


Aqui está um belo depoimento (datado de 23 setembro 2010) que colhemos no sms do jornal do Algarve:

Com as portagens na Via do Infante, obviamente. Vai ser a grande confusão. Prevejo e oxalá me engane, porque o Algarve evita sempre levantar ondas, e, como está provado, mesmo quando lhe dói, come e cala, o que também não é nada bom. A solução encontrada foi do género daquela que, para curar a dor de cotovelo a uns quantos, se tivesse de criar uma dor de cotovelos geral, para todos mesmo para quem não andou ou não quis andar à cotovelada. Tem sido dito, e com verdade, que a Via do Infante não tem comparação possível com as auto-estradas do Norte e do Centro e que, em algumas áreas são um enxame. Além disso, também foi já dito que a velha EN 125 não tem possibilidades de “requalificação” e se nesta se insistiu levando-a avante, foi no interesse exclusivo de empresas projetistas e construtoras, para ganharem algum com umas rotundas aqui, umas voltas ou reviravoltas acolá, mais uns troços que destroçam além ainda mais o que destroçado está. A 125 está praticamente toda urbanizada e ocupada, como estrada só existe no mapa pois no terreno é uma grande rua com travessas, alguns becos e milhentos enfiamentos inomináveis para urbanizações de casinhotos. É certo que a 125 liga terra a terra ou localidade a localidade, mas a cada ligação dessas corresponde uma ratoeira à entrada e outra à saída, além das armadilhas pelo meio, e tanto assim é que já tiveram que colocar em extensas áreas, separadores que nem nas auto-estradas existem, verdadeiramente uns muros de Berlim separando populações, interesses, vizinhanças e serviços e que nem acessos novos em redor e na proximidade evitaram e evitam… Requalificar a 125 como estrada é deitar dinheiro à rua, como estão a deitar, e o resto se verá – cada câmara isoladamente agradece tal requalificação (sempre é mais uma obra) mas numa perspetiva de região, a requalificação é um desastre. A Via do Infante, além de ter sido construída e em grande parte paga como toda a gente sabe e como o estado parece não se recordar, é de facto a única estrada longitudinal de que o Algarve dispõe, e tanto assim é que não é apenas uma nem duas mas várias são a localidades algarvias cujos acessos foram planeados e construídos em função dessa única via, como se a 125 não existisse, porque deveras já não existe como estrada longitudinal da região – não é alternativa.
E assim sendo, parece que vamos ter confusão. 

Carlos Albino

1 Comentário

Filed under Algarve, Cidadania, ssebastiao

One response to “125 / Via do Infante

  1. Jorge

    Preocupados com as portagens da Via do Infante!!! Deviam de ter vergonha quando cada vez há mais gente desempregada neste país. Deviam de se preocupar com os desempregados; Preocupados com as portagens da Via do Infante quando as pensões miseráveis dos idosos deste país vão ficar congeladas. Deviam de lutar para que isso não acontecesse; Preocupados com as portagens da Via do Infante quando os medicamentos, a alimentação, a energia, a água, vão sofrer aumentos. Deviam de lutar para que isso não acontecesse. Triste país…

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