Lídia Jorge e Eduardo Lourenço… Prodígios!


Numa aplaudível homenagem às letras e ao pensamento de Lídia Jorge, entendeu a autarquia louletana promover um interessante programa de Comemoração do 30.º aniversário da publicação de “O Dia dos Prodígios”! Curva-se o “sebastião” perante esta iniciativa, pelo apurado alcance cultural e ético; sobretudo, por reconhecer o saber que existe em quadrantes diversos, cohabitando a nossa Pátria. Neste nosso pensar um único caminho se impõe: Divulgar e as Comemorações e incentivar as “gentes do progresso” à presença nas acções, que iremos aqui divulgando!

Amanhã, 29 de Novembro às 21h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho
Conferência: “O Dia dos Prodígios como Espelho de um País e de uma Identidade”, pelo Professor Eduardo Lourenço, com a presença de Lídia Jorge

Sinopsis do “Dia dos Prodígios”

Publicado pela primeira vez em 1980, pela Editora Publicações Europa-América, O Dia dos Prodígios foi o romance de estreia da autora. Ao longo das suas 206 páginas, o livro relata a história de uma comunidade do Sul de Portugal, isolada e desentendida, em face das mudanças ocorridas com a Revolução dos Cravos, cuja mensagem  não é capaz de acompanhar. Nesse embate entre o anúncio de um mundo aberto que vem de fora, personificado num grupo de soldados revolucionários, de bandeiras desfraldadas sobre uma chaimite, e o mundo rural, recuado e mágico em que vivem, as personagens de Vilamaninhos – aldeia mítica onde se desenrola a acção –  contam as suas histórias particulares,  mas acima de tudo revelam um comportamento colectivo que muitas vezes tem sido apontado como a síntese da forma de ser português.

Trata-se de um romance não convencional, já que a linguagem utilizada pelos personagens apresenta uma forte carga poética, e a tensão dramática que o atravessa lhe confere uma estrutura singular, muito próxima do teatral.

O Dia dos Prodígios é editado em Portugal pelas Publicações Dom Quixote. Em França por Éditions Métailié, na Holanda pela editora De Prom, e na Alemanha por Beck Gluckler e  Suhrkamp Verlag. Foi publicado no Brasil pela Editora Nórdica

Saiba mais em:

http://www.portaldaliteratura.com/livros.php?livro=834#ixzz16ahCztOc

5 comentários

Filed under Algarve, Arte, Cidadania, Ensino, gente, Loulé, ssebastiao

5 responses to “Lídia Jorge e Eduardo Lourenço… Prodígios!

  1. Louletano 21

    E viva a República !
    Parabéns ao Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, e à sua equipa, com especial destaque para a Policia. Desde há muito que não havia cimeira da NATO sem cacetetadas e vidros partidos. Lisboa foi excepção.
    Afinal damos lições ao mundo contra meia dúzia de vozes discordantes de uns intelectuais que existem por aí que nasceram ontem e nada sabem do passado.
    Viva também a nossa queria escritora louletana Lídia Jorge a quem o poder louletano tenta conquistar para as suas fileiras. Estão enganados de certo.
    Eduardo Lourenço também estará por aí. Nos Passos perdidos de Loulé.
    De qualquer modo sendo o lugar um sítio pouco aconselhável nesta época ou desde há alguns anos, vale a pena ouvir o verdadeiro intelectual, ali no meio de tanta gente que se engravata para o beija-mão e ser visto. Louletano 21

  2. Espectador

    Fui ver a “República” representada por amadores que como é habitual nestas coisas são uns melhores do que os outros. O Actor mais forte e o actor mais pequeno distinguiram-se no grupo. Havia conversada a mais na sala e riso completamente fora do contexto. As pessoas parecia estarem ali à espera apenas de cenas cómicas o que para a data em questão não era de esperar. Mas enfim é bom que o Teatro Amador de Loulé leve às salas cada vez mais público mesmo que vá por curiosidade.
    Espectador

  3. anónimo

    Não assisti à peça, mas pela narrativa do “espectador”, só vem demonstrar como a cultura (ou falta dela), é vista e respeitada em Loulé. Esse é um caso, mas há muitos, muitos mais.

  4. J.Santos

    Falando da peça sobre 5 de Outubro de 1910, o “Espectador” falou sobre a conversada na sala mas do que não gostei foram os espaços em branco de uns actos para os outros. Muitos tempos em branco ou no escuro como cada um queira… Fazia parecer que não estavam muito ensaiados. Não sei! O Professor Almeida foi dos que se escapou mesmo não o tendo reconhecido logo de entrada. Quanto ao assunto deste post da escritora Lídia Jorge acho que merece a exposição que a nossa Câmara lhe vai fazer. Ficam aqui os meus parabéns à edilidade que às vezes é tão maltratada por gente sem pinga de inteligência como há muito por aí.

  5. Vou onde me leva a vontade e o gosto pelo saber. Gosto de estar perto das pessoas que admiro. Mal vestido e humilde, como me julgo ser, nunca fui impedido de entrar onde desejei estar. Os Paços do Concelho e o seu Salão Nobre conheço bem e é-me indiferente a frequência que habitualmente tem. Não é ela que lá me leva!
    Irei lá, aliás estou a sair para lá, porque quero festejar os 30 anos do primeiro livro da Lídia e ouvir o que o nosso filósofo Eduardo Lourenço tem a dizer sobre ele e sobre o país que lhe serviu de cenário: o Nosso!
    Claro, se tiver essa oportunidade, darei um abraço à Lídia Jorge, que muito estimo a cujo doutoramento “honoris causa” terei muito prazer de assistir!

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