O João Chagas sabe de Aleixo!


Não tinha o “sebastião” qualquer dúvida que, de Aleixo falando, o João Chagas seria sempre, além da família, quem mais saberia. Sabedores somos que o João é primo de Joaquim Romero Magalhães (o filho do Dr. Joaquim Magalhães patrono e publicador do poeta); para mais e em diferentes momentos, recebeu este blog os oportunos contributos deste jovem louletano que, como diz Vítor Aleixo: “teve o bom senso de trocar Economia por História” . Com isso, ou por isso, eleva o jornal local “A Voz de Loulé” com os seu dedicadíssimos textos aos vultos e feitos desta terra…

Quer o João umas imagens que colhemos na sua recente conferência, ao lado do famosíssimo primo Joaquim Romero Magalhães, aquando do lançamento dos “Ensaios Aleixianos” que aconteceu no Arquivo Histórico Municipal no passado 29 de Janeiro e cuja publicação foi afectada pelo “blackout voluntário” a que este espaço se submeteu…

Foi um acontecimento comovente de verdade, nele sentiu-se Aleixo presente, mesmo não tendo sido declamadas as suas quadras (tal não seria revelação para os presentes!)

Feliz deve ficar o amigo Jorge “da toponímia” por saber do tão grande número de artérias que adoptaram o poeta louletano, também ficámos, não pensávamos serem tantas!!  Mas, sabemos que na Galiza também já existem ruas com o nome do Poeta de Loulé!

Como convém, nos trabalhos de estudo científico sociológicos, a família esteve presente e validou a comunicação. Apesar da perda que recentemente sofreu, a filha e netos do António Aleixo, sentiram a presença desse “pó de estrela” que teve o condão de, em tempo de privações, aterrar no Algarve e nele passar as mais duras “passas” que um humano pode passar.

Retribui o “sebastião” ao João, que é Aleixo, este humilde e sincero texto (por si provocado), que era, na verdade, devido.

Devido pelo mérito e pelo carinho que a memória do poeta exige e pela dignidade com que o João Chagas a está a construir.

Desculpa amigo, este atraso, na divulgação! Mas António Aleixo continuará vivo em nós, por muitas gerações. Podes crer!

9 comentários

Filed under Algarve, Blogosfera, Cidadania, Ensino, gente, Loulé, Poesia, ssebastiao

9 responses to “O João Chagas sabe de Aleixo!

  1. António

    Quem esteve presente no passado 29 de Janeiro no Arquivo Historico de Loulé constactou naturalmente que é raro se falar de António Aleixo com tantos e interessantes pormenores sobre quem foi o poeta. Penso que muitos foram os que ficaram agradavelmente surpreendidos com a tarde Aleixiana que ali decorreu. João Chagas Aleixo que teve a seu lado Joaquim Romero de Magalhães, filho do inesquecivel professor Magalhães, recordará por muito tempo esta palestra sobre o grande Poeta Aleixo. A.Clareza

  2. Kapa

    Não estive presente pois a divulgação não me chegou e era de verdade uma tarde que não poderia ter perdido. Falar de Aleixo é sempre um prazer mais a mais quando há gente que sabe do que fala porque estuda e se esclarece. Parabéns ao Dr. João Chagas e ao seu primo Dr. Romero. E já agora porque há mais gente na foto penso que a filha e os netos ficaram certamente felizes por essa palestra que parece ter sido um sucesso. Sou também um admirador de Vítor Aleixo o homem que sempre pensei que seria um bom Presidente para Loulé e assim o demonstrou mesmo pelo pouco tempo que assumiu a presidência. Espero então que se repita este ano ainda uma nova sessão dedicada ao nosso ALEIXO.

  3. Lina

    Nunca é tempo perdido ouvir falar gente que sabe do que diz. Falar de Aleixo muitos falam mas com conhecimento profundo como o João Chagas não é vulgar. Parabéns.

  4. Vítor Aleixo

    Meu caro Almeida tardou mas veio este post. Sabia que não o perderia.
    Foi uma bela tarde e por ali ficaríamos à conversa sobre António Aleixo não fora a circunstância limitadora do horário da partida para Coimbra do Prof. Magalhães. Foi uma pena!
    Renovo os meus parabéns e agradecimentos ao Dr.João Chagas Aleixo que considero o estudioso mais informado e documentado sobre António Aleixo, o homem e o poeta. Brindou-nos com um excelente trabalho.
    Bem hajam pela iniciativa de publicar estes Estudos Aleixianos e ficamos gratos à Dra. Luísa Martins, directora do Arquivo Municipal de Loulé, espaço nobre e de fortíssima carga simbólica onde decorreu tão memorável momento. António Aleixo finou-se num leito simples e pobre de uma casa que dista do Arquivo Municipal uns escassos 100 metros.
    Relevo uma coisa nova e interessantíssima que ouvimos do Prof. Magalhães sobre o poeta António Aleixo: ele possui na sua biblioteca, herança de seu pai, um exemplar do grande livro de história – peço desculpa não me recordo do título da obra embora a tivesse lido e relido na minha juventude – de Juan Clemente Zamora, historiador marxista da América Latina cuja obra marcou várias gerações de estudantes universitários.
    Que coisa mais extraordinária! O meu avô oferecer um livro daqueles, com dedicatória, ao seu estimado amigo e secretário Dr.Magalhães. Onde terá adquirido tal obra? De que edição se trata?
    Dr. João mais uma questão para apurar. Porque se trata mesmo desta obra, se não há aqui qualquer equívoco, alguns interrogações minhas, de natureza intelectual, de várias quadras de António Aleixo poderão ter encontrado uma explicação.

    Vítor Aleixo

  5. Alte

    Faltam poucos dias para se comemorar mais um aniversário do nascimento do maior poeta popular português. Em boa hora o João Chagas Aleixo trouxe até à terra de Loulé algo mais sobre o poeta. E é bom saber que há gente jovem com interesses maiores como este do estudo do poeta Aleixo. Pelo ar sorridente e feliz do neto do poeta, Vítor Aleixo só pode ter sido uma tarde linda. E ainda bem. Tenho muita pena de não ter assistido mas noutra altura farei os possiveis por não faltar.
    A l t e

  6. Nando

    Gostaria de ouvir um dia destes uma conferência pelo Dr. Romero de Magalhães homem grande filho de outro grande homem Prof. Magalhães.
    Uma família de gente simples e ilustre. Nando

  7. Miller

    Gostei do comentario do Dr. Vítor Aleixo, familiar bem próximo do poeta A. A.
    Não estive presente mas pessoa amiga ofereceu-me um dos exemplares editados pelo Arquivo Histórico sendo também justo que se agradeça à Directora do Arquivo Drª Luisa Martins a sua entrega àquele espaço do Arquivo e que regularmente nos oferece tanto sessões como edições muito interessantes para os louletanos. E viva Aleixo Poeta para Sempre !
    Miller

  8. João Chagas Aleixo

    Antes de mais quero agradecer a todos as palavras afectuosas com que me trataram. Muito Obrigado.

    Caro Vitor: o livro em causa, do Juan Clemente Zamora, trata-se do famosíssimo «Processo Histórico», se não estou enganado publicado em 1934. O livro oferecido pelo seu avô ao meu tio-avô está em castelhano, uma vez que a tradução para português só foi realizada em 1965, por Marcolino Cardoso. O meu primo Romero Magalhães ofereceu-me uma fotocópia com a data da oferta e com a respectiva dedicatória do Poeta, para que eu a possa publicar na fotobiografia que estou a escrever sobre o Prof. Joaquim Magalhães para a Fundação Manuel Viegas Guerreiro. Porém, encontro-me em Lisboa e a fotocópia/digitalização está na minha casa de Loulé. Penso que a oferta do livro terá sido realizada em 1938 ou 1939, contudo este dado carece de confirmação. E a respectiva quadra, ainda, não a fixei.

    Quanto à conferência que tive o prazer de proferir e que tão elogiada foi, tenho a informar que a Doutora Luísa Martins sabendo do meu interesse, dedicação e quantidade de dados que possuo sobre o Poeta Aleixo convidou-me, já, para outra conversa acerca do Poeta para o próximo mês de Novembro, por forma a assinalármos, condignamente, o 62.º aniversário do seu falecimento. Estão todos, desde já, convidados.

    Saudações Louletanas

  9. João Chagas Aleixo

    Correcção: O Processo Histórico foi publicado em Havana, Cuba, em 1938, e não em 1934 como escrevi. Porém, a oferta foi realizada no final dos anos Trinta, pelo que será a primeira ou a segunda edição da obra em castelhano. Quando for a Loulé confirmo mais promenores sobre o ano da oferta e o teor da dedicatória que foi escrita, como era de prever, em quadra.

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